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Títulos da energia animam PSI-20

A bolsa nacional encerrou no verde, a acompanhar a tendência da Europa e dos Estados Unidos, impulsionada sobretudo pela Galp, Sonae e EDP, num dia em que os sectores tecnológico, segurador e financeiro deram grande fôlego às praças mundiais.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 11 de Novembro de 2009 às 16:47
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A bolsa nacional encerrou no verde, a acompanhar a tendência da Europa e dos Estados Unidos, impulsionada sobretudo pela Galp, Sonae e EDP, num dia em que os sectores tecnológico, segurador e financeiro deram grande fôlego às praças mundiais.

Em contrapartida, as telecomunicações cederam na Europa. Na praça nacional, a Portugal Telecom foi dos títulos que mais travou os ganhos, mas as suas concorrentes do sector ganharam terreno.

O PSI-20 fechou a subir 0,13%, para 8.526,46 pontos, com 11 cotadas a subir, 8 a descer e uma inalterada. Desde o início do ano, o índice de referência português acumula uma valorização de 34,5%. O volume de negociação do dia foi de 36,9 milhões de acções.

No resto do Velho Continente, a tendência foi igualmente de subida, com resultados empresariais superiores ao previsto, como os do Crédit Agricole e Holcim, a animarem o movimento. O aumento da produção industrial na China contribuiu para a tendência. As valorizações foram mais acentuadas no resto da Europa do que em Lisboa, com excepção de Madrid, que terminou em baixa.

Por cá, a energia esteve em destaque – apesar de o sector cair no conjunto da Europa -, numa sessão em que o petróleo também ganha terreno, impulsionado pela queda do dólar e pela valorização dos mercados accionistas.

No dia em que a empresa liderada por António Mexia apresenta resultados, o fecho foi positivo. A Galp Energia valorizou 0,90% para 12,32 euros. Os analistas apontam para que a petrolífera apresente lucros de 163 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, com um EBITDA de 438 milhões de euros. Para o terceiro trimestre, as projecções são de resultados líquidos de 62 milhões de euros.

No restante sector, a EDP somou 0,16% para 3,09 euros e a REN ganhou 0,20% para 2,99 euros. A EDP Renováveis não conseguiu acompanhar o movimento altista e encerrou a ceder 0,03%, para 6,708 euros. O Exane BNP Paribas desceu o preço-alvo para as acções da empresa de energias verdes, de 8,30 euros para 7,70 euros, mantendo a recomendação de “neutral”.

Na banca, o BCP avançou 0,32% para 0,944 euros, o BES fechou inalterado nos 5,018 euros e o BPI cedeu 0,54% para 2,377.

O banco liderado por Santos Ferreira divulga hoje os resultados do terceiro trimestre, depois do fecho da bolsa. As estimativas dos analistas contactados ela agência Reuters apontam para que o banco revele lucros de 181,9 milhões de euros, o que representa uma subida de 28%.

No sector da construção, a tendência também foi de queda ligeira. A Mota-Engil perdeu 0,02%, para 4,085 euros, a Teixeira Duarte declinou 0,37% para 1,091 euros e a Cimpor registou um decréscimo de 0,15% para 5,358 euros. Fora do PSI-20, a Soares da Costa subiu 1,69% para 1,20 euros.

Quanto ao sector da pasta de papel, a Altri avançou 0,23% para 3,879 euros, a Portucel subiu 0,16% para 1,938 euros e a Semapa registou um incremento de 0,08% para 7,746 euros.

Em contrapartida, as telecomunicações estiveram mistas. A Portugal Telecom foi o segundo título que mais pressionou o PSI-20, encerrando em baixa de 0,37%, para 8,07 euros. A Zon, por seu lado, fechou no verde. A empresa liderada por Rodrigo Costa, ganhou 0,47% para 4,30 euros. A *Sonaecom* também terminou positiva, ao subir 1,87% para 1,905 euros.

Na restante família Sonae, a tendência foi generalizadamente positiva. A Sonae Capital avançou 2,25% para 0,91 euros, a Sonae Indústria subiu 0,76% para 2,52 euros e a Sonae SGPS fechou com um ganho de 2,85% para 0,939 euros.

O lucro líquido da Sonae deverá ter aumentado de 40% para 42 milhões de euros no terceiro trimestre de 2009, sustentado por uma mais-valia de 27 milhões, segundo a média de estimativas de seis analistas consultados pela Reuters. A empresa divulga amanhã as suas contas.

A Jerónimo Martins também pressionou a bolsa nacional, ao perder 1,09% para 6,429 euros. A retalhista, que realizou ontem o seu “Dia do Investidor”, viu hoje o BPI aumentar o seu preço-alvo em 9%, para os 6,75 euros, enquanto a recomendação foi revista em baixa, de “acumular” para “manter”.


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