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Totta quer crescimento nulo nos custos em 2003; «cost to income» nos 43%

O Grupo Totta pretende um crescimento nulo nos custos no próximo ano, prevendo atingir um rácio de eficiência de 43% conforme as melhores práticas internacionais, disse Horta Osório, presidente do Grupo Totta, em conferência de imprensa.

Negócios negocios@negocios.pt 30 de Outubro de 2002 às 12:06
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O Grupo Totta pretende um crescimento nulo nos custos no próximo ano, prevendo atingir um rácio de eficiência de 43% conforme as melhores práticas internacionais, disse Horta Osório, presidente do Grupo Totta, em conferência de imprensa.

O objectivo do Grupo «é manter os custos constantes em termos nominais», «aliado a uma subida das receitas», que permitirá «melhorar o “cost to income” (rácio de eficiência que mede a relação dos custos com as receitas)» no próximo ano, referiu Horta Osório.

No final de Setembro de 2002, os custos operacionais do Grupo atingiam os 310,3 milhões de euros, enquanto o rácio de eficiência se situava nos 44,8%.

«Prevejo que no próximo ano o rácio de eficiência possa melhorar até aos 43%, conforme as melhores práticas internacionais», acrescentou Horta Osório.

O maior esforço de racionalização de custos do grupo «foi efectuado em 2000 e 2001», estando agora o Totta empenhado em manter os custos constantes e reforçar as receitas do grupo.

No próximo ano «vai continuar a redução ligeira do quadro de pessoal» do Totta, referiu Osório. Em Setembro o Totta detinha 6.930 colaboradores, o que representou uma queda de 6% face ao período homólogo.

Além da racionalização de custos com pessoal, o Grupo Totta conseguiu «renegociar contratos de telecomunicações , seguros e segurança, entre 2001 e 2002, com poupanças de 10% nos custos do Grupo», referiu o presidente do Totta.

«Temos uma estrutura de custos o mais baixa possível», acrescentou a mesma fonte.

Com os custos controlados o banco quer agora dar ênfase «à qualidade do crédito, que será a variável determinante no próximo trimestre e no ano 2003».

O Totta atingiu, nos primeiros nove meses do ano um rácio de solvabilidade, segundo o Banco de Portugal, de 10,9%, em linha com o ano anterior.

O rácio Tier I «está certamente acima dos 8%, que é um valor bastante confortável, disse Miguel Bragança, administrador financeiro do Grupo Totta.

Nessa medida Osório garante que «continuamos a não prever um aumento de capital», disse.

Totta não está interessado na Seguros e Pensões

Osório justificou o crescimento de 8,5% nos lucros pela melhora nas comissões de serviços com a redução de custos, que compensaram a redução da margem financeira.

O crescimento das comissões de serviços é a aposta do Grupo Totta para os próximos tempos. Neste âmbito o Grupo que apostar na área de seguros e fundos de investimento.

A aposta nos seguros não vai passar por uma parceria com o Banco Comercial Português na Seguros e Pensões, disse Eduardo Stock da Cunha.

A estratégia do banco na área de seguros passa pela vendas destes produtos nas várias redes do grupo. «Estamos satisfeitos com este tipo de estratégia e não vemos razão para comprar a Seguros e Pensões ao BCP», acrescentou a mesma fonte.

Na área do Ramo Vida o Totta controla uma quota de 14,7% do mercado nacional.

Totta aumenta para 86% no capital do Santander Portugal

O Grupo Totta anunciou recentemente um aumento de capital, com encaixe de 23,15 milhões de euros, de 525 para 529,3 milhões de euros, que será aprovado em Assembleia Geral de 25 de Novembro.

«Esta operação não é exactamente um aumento de capital. Estamos a fazer uma operação inter-grupo», explicou Horta Osório.

O Grupo Totta detém 100% do capital do Crédito Predial Português e a totalidade do capital do Banco Totta e Açores, sendo que controla somente 83% do Santander Portugal.

Nesta medida o banco «decidiu comprar mais 3% do Santander Portugal», posição detida pela Metropolitan Life.

Este aumento de capital será utilizado no financiamento da compra desta posição. Os restantes 14% continuam a ser controlados pelo Royal Bank of Scotland.

O banco que controla 15% da Modelo Continente ainda não decidiu se vai acorrer ao aumento de capital de 100 milhões de euros, ontem anunciado pela retalhista.

«Dentro dos prazo legais vamos decidir o que fazer», disse Eduardo Stock da Cunha, administrador do Totta para a banca de investimentos.

Por Bárbara Leite

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