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Um em cada três preços-alvo dos analistas foi certeiro

As avaliações dos analistas estão mais certeiras. Um em cada três preços-alvo foi alcançado, ou mesmo superado, no ano passado. Os intermediários estrangeiros continuam a falhar menos.

Miguel Baltazar/Negócios
Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 19 de Maio de 2016 às 18:40
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Um em cada três preços-alvo emitidos pelos analistas foi atingido, ou mesmo superado no último ano. Entre os intermediários financeiros, os analistas estrangeiros voltam a revelar-se mais certeiros do que os portugueses, sobretudo nas recomendações de "vender".

Tal como aconteceu em 2014, uma em cada três avaliações foi alcançada em bolsa, segundo o Relatório Anual da Actividade de Supervisão Financeira da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). O mesmo documento mostra ainda que cerca de 70% dos preços-alvo emitidos sobre cotadas portuguesas atribuíam potencial de subida igual ou superior a 4,8%. Em 10% dos casos, a margem de progressão foi igual ou superior a 41%.

Ainda que a maioria dos "targets" esteja acima do valor de mercado dos títulos, mais de 40% dos preços-alvo emitidos no último ano era inferior à anterior avaliação do analista. E são os analistas estrangeiros que apresentam uma menor margem de erro.

"Morgan Stanley (63,6%), o BBVA (57,9%) e a HSBC e a Mcquarie (ambos com 46,7%) atingiram o mais elevado grau de sucesso no alcance dos preços-alvo para a globalidade dos horizontes temporais", refere o relatório da CMVM. Em termos globais, "os analistas nacionais tiveram um erro de previsão dos preços-alvo (58,9%) superior em 22 pontos percentuais ao dos estrangeiros".

Preços-alvo no PSI-20 menos certeiros

As avaliações de acções do PSI-20 voltaram a ser menos certeiras em 2015, face à globalidade das companhias listadas em Lisboa, sendo o sector financeiro onde se verificaram maiores discrepâncias entre o preço-alvo emitido e o valor da acção. "Globalmente, os analistas voltaram a ter menor grau de acerto no alcance dos preços-alvo das acções que integram o PSI-20 (33,1% face a 39% nas demais empresas)", refere a CMVM.

Em termos de empresas, a Luz Saúde foi a empresa onde todos os preços-alvo foram alcançados no prazo temporal a que se referiam as avaliações. Considerando as recomendações em termos globais, sem olhar para o horizonte temporal, a Corticeira Amorim e a EDP Renováveis foram as cotadas onde os "targets" falharam menos.

Nos casos em que as recomendações foram de "vender" ou "manter" há um menor desvio entre as avaliações do analistas e o valor das acções. "Em três empresas (EDP Renováveis, Jerónimo Martins e Altri) uma proporção superior a 60% dos preço-alvo emitidos pelos analistas em recomendações com a natureza de manter foram atingidos ou superados", refere o relatório.

Já nas recomendações de "comprar", a Sonae Capital, Altri, EDP Renováveis e Nos "tiveram uma proporção de recomendações superior a 60% em que o preço-alvo foi alcançado". Nas recomendações de venda a análise conclui que os analistas revelaram precisão integral nos casos do BCP e da Pharol.

REN tem menor desvio

A análise da CMVM conclui ainda que, olhando para o "target" e para a recomendação, a REN é a empresa onde os analistas demonstram ter previsões mais certeiras. A empresa liderada por Rodrigo Costa, a par dos CTT, foi a cotada que registou a menor discrepância entre o preço-alvo e o preço de mercado, enquanto a Sonae Capital e a Sonae Indústria foram as empresas onde os especialistas tiveram menor capacidade de previsão.

Num horizonte temporal de 12 meses, a REN volta a ser a companhia com menor margem de erro, enquanto o Pharol é a empresa onde houve um maior desvio entre as avaliações e o preço das acções.

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