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Valorização do petróleo evita maiores subidas nas praças europeias

As bolsas europeias encerraram a subir, apesar de terem atenuado os ganhos registados esta manhã, depois do petróleo ter acentuado a valorização, um factor que pressiona os índices europeus pois aumenta a especulação de que as contas das empresas europeia

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 03 de Janeiro de 2006 às 17:29
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As bolsas europeias encerraram a subir, apesar de terem atenuado os ganhos registados esta manhã, depois do petróleo ter acentuado a valorização, um factor que pressiona os índices europeus pois aumenta a especulação de que as contas das empresas europeias podem ser afectadas pelo aumenta da factura com os combustíveis. O Dow Jones Stoxx 50 avançou 0,6% para 3.379,81 pontos.

A maioria das bolsas europeias chegou a subir quase 1% de manhã, tendo encerrado com ganhos menos acentuados depois do petróleo ter disparado mais de 2%, em máximo de dois meses, em reacção à crise que se está a viver no sector de gás, depois da Rússia ter suspendido o fornecimento de gás natural à Ucrânia.

Se por um lado as petrolíferas e energéticas beneficiam desta escalada, por outro a maioria dos outros sectores são penalizados, como é o caso das exportadoras, que vêem as suas facturas energéticas aumentarem.

A maioria dos índices europeus chegou a renovar máximos de três e quatro anos, tendo aliviado mais tarde.

Em Espanha o IBEX [ibex] subiu 0,29% para os 10.818,10 pontos com a Repsol a ganhar 2,04% para os 25,47 euros enquanto a Enagas caiu 0,96% para os 21,77 euros. A Gas Natural desceu 0,63% para os 23,72 euros, depois de ter sido noticiado que o Tribunal da Concorrência espanhol vai emitir um parecer contra a operação lançada pela Gas Natural no início de Setembro.

O Governo espanhol garantiu que vai estudar minuciosamente os dois pareceres, da Comissão Nacional de Energia e do Tribunal da Concorrência, sobre a Oferta Pública de Aquisição (OPA) lançada pela Gas Natural sobre a Endesa.

O CAC [cac] francês cresceu 0,46% para os 4.776,98 pontos, depois de ter renovado o máximo de Agosto de 2001. O índice foi impulsionado pela Total que cresceu 0,8% para os 215,5 euros enquanto a LÓreal perdeu 1,18% para 62,60 euros.

O Footsie londrino foi o índice que mais cresceu ao subir 1,12% para os 5.681,50 pontos, depois de também ter tocado no nível mais elevado desde Julho de 2001. As petrolíferas foram determinantes para este acréscimo. A BP subiu perto de 3% e a Royal Dutch Shell somou 3,11%.

O AEX [aex] avançou 0,32% para os 441,93 pontos com a Royal Dutch Shell a subir 2,08% para os 26,48 euros enquanto a Ing Groep caiu 0,57% para os 29,53 euros. O principal índice holandês também negociou em máximos de Junho de 2002 durante a sessão.

O DAX [dax] somou 0,2% para os 5.460,68 pontos, a recuar do máximo de Agosto registado durante a sessão. A Bayer aumentou 1,85% para os 36,28 euros e a seguradora Allianz avançou 0,89% para os 130,20 euros. A Basf contrariou a tendência ao descer 1,43% para 63,90 euros.

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