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Valorização do iene e risco da dívida soberana conduz a descidas na Ásia

As acções asiáticas descem, levando o índice de referência a negociar em mínimos do mês, com a valorização do iene a reduzir os ganhos de exportações das empresas japonesas e o risco de incumprimento da dívida soberana a pesarem nas decisões dos investidores.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 10 de Dezembro de 2009 às 07:48
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As acções asiáticas descem, levando o índice de referência a negociar em mínimos do mês, com a valorização do iene a reduzir os ganhos de exportações das empresas japonesas e o risco de incumprimento da dívida soberana a pesarem nas decisões dos investidores.

O MSCI Ásia – Pacifico desce 0,6% para 119,29 pontos, para aquele que é o valor mais baixo desde 30 de Novembro. O índice prepara-se para registar a terceira descida semanal das últimas três semanas, depois de a redução da perspectiva das agências de notação para a dívida espanhola e da redução da classificação da dívida da Grécia, terem exacerbado as preocupações relativas à reestruturação da divida da Dubai World.

“É bom, para os investidores, retirar algum dinheiro do mercado, dadas as incertezas existentes”, disse o analista chefe de activos asiáticos do ABN Amro Private Banking, Daphne Roth à Bloomberg, em Singapura. “As exportações asiáticas permanecem frágeis e existe risco de incumprimento no Dubai e na Grécia”.

No Japão o Nikkei desceu 1,42% para 9.862,82 pontos e o Topix perdeu 1,25% para 873,90 pontos, com a subida do iene a sobrepor-se à queda da taxa de desemprego. O iene apreciou para 87,37 ienes por dólar, o valor mais desde 3 de Dezembro, de 87,85 ienes por dólar, segundo a Bloomberg. A valorização do iene reduz as perspectivas de ganhos das empresas exportadoras, devido do efeito cambial.

A Toyota, que obtém 31% da sua receita nos Estados Unidos, recuou 1,6% para 3.650 ienes, tendo sido a acções que mais pressionou o índice de referência para a Ásia. A Mazda desceu 3% para 195 ienes.

O Shangai Composite sobe 0,2%, com os investidores a ponderarem sobre o impacto das medidas anunciadas ontem pelo Conselho de Estado.

O país decidiu prolongar o imposto que incide sobre a venda de habitações, até cinco anos após a sua compra, numa medida que se destina a controlar a especulação no sector. Paralelamente, o governo vai manter o apoio ao consumo, avança a Bloomberg.

Na sessão de ontem, a Fitch reduziu a notação da dívida grega e a Standard & Poor’s reduziu a perspectiva da dívida espanhola para “negativa”, de “neutral”, levando os índices europeus a encerrarem em queda. A dívida soberana tem estado sob particular escrutínio, desde que a Dubai World pediu aos investidores internacionais, para reestruturar a sua dívida, no dia 25 de Novembro.

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