Bolsa Wall Street abre sem direção com Dow Jones a fixar novo máximo

Wall Street abre sem direção com Dow Jones a fixar novo máximo

O Dow Jones renovou máximos históricos, mas o Nasdaq e o S&P500 negoceiam em terreno negativo.
Wall Street abre sem direção com Dow Jones a fixar novo máximo
Reuters
Nuno Carregueiro 18 de novembro de 2019 às 14:54

As bolsas norte-americanas arrancaram a semana com oscilações ligeiras e sem uma tendência definida, numa altura em que os investidores aguardam mais desenvolvimentos na frente das negociações para um acordo comercial parcial entre Estados Unidos e a China.

 

O Dow Jones valoriza 0,04% para 28.014,79 pontos, tendo fixado um novo máximo histórico logo no arranque da sessão. Contudo, os dois outros índices mais relevantes de Wall Street negoceiam em queda ligeira. O Nasdaq desvaloriza 0,31% para 8.513,44 pontos e o S&P500 cede 0,19% para 3.114,92 pontos.   

 

Os índices mundiais, incluindo a Europa, têm vindo a subir à boleia do otimismo comercial. Agora os investidores aguardam por mais pormenores sobre as negociações entre os EUA e a China. Para já, os sinais têm sido mistos e não há notícia de avanços concretos.

Segundo a Bloomberg, no sábado, os negociadores norte-americanos e chineses mantiveram "discussões construtivas" durante uma conversa telefónica para resolver as principais preocupações de cada um dos lados, na primeira fase de um possível acordo comercial. 

O vice-primeiro-ministro chinês e principal negociador do país, Liu He, falou com o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin e com o Representante do Comércio, Robert Lighthizer. A importância destas discussões aumenta à medida que se aproxima 15 de dezembro, a data para a qual estão programadas mais tarifas por parte dos EUA sobre os bens chineses. 

 

Hoje o sentimento parece ser outro. Um membro do Governo chinês disse à CNBC que Pequim não estava otimista quanto a um entendimento para selar a primeira fase do acordo comercial com Washington, uma vez que Donald Trump estaria muito relutante em ceder quanto à retirada das tarifas.

"Estamos mesmo num momento de inflexão para os mercados", já que se aproxima a data para que seja tomada uma decisão sobre nova ronda de tarifas (15 de dezembro), disse Robert Hormats, vice-presidente da Kissinger Associates, perspetivando uma "disrupção" nos mercados a partir de meados de dezembro se o acordo comercial parcial não ficar fechado rapidamente".




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