Bolsa Wall Street até abriu em alta mas não resistiu ao coronavírus e fechou no vermelho

Wall Street até abriu em alta mas não resistiu ao coronavírus e fechou no vermelho

Depois de uma abertura em alta, que até permitiu ao tecnológico Nasdaq Composite registar um novo máximo de sempre, as principais praças norte-americanas inverteram e terminaram o dia abaixo da linha da água para fecharem a semana com saldo negativo.
Wall Street até abriu em alta mas não resistiu ao coronavírus e fechou no vermelho
Reuters
David Santiago 24 de janeiro de 2020 às 21:22
O dia começou bem em Wall Street, com as principais praças dos Estados Unidos a registarem fortes subidas, o que permitiu ao tecnológico Nasdaq Composite transacionar num novo máximo histórico. Contudo o reagravar do receio quanto ao coronavírus chinês acabou por sobrepor-se e determinar que os três mais relevantes índices bolsistas americanos fechassem a semana em terreno negativo. 

Assim, o Nasdaq Composite encerrou a sessão desta sexta-feira, 24 de janeiro, a perder 0,93% para 9.314,91 pontos, tal como o Dow Jones, que fechou a cair 0,58% para 28.989,73 pontos, e o Standard & Poor's 500, que acabou a semana a recuar 0,90% para 3.295,47 pontos. 

O temor verificado em torno das potencias consequências do novo vírus chinês para a economia global impulsionou a valorização de ativos considerados mais seguros como o ouro e as obrigações de dívida soberana, penalizando os títulos bolsistas. Como tal, o Dow Jones acumulou perdas de 1,22% no conjunto da semana, o pior registo semanal desde agosto. Já o Nasdaq (-0,71%) e o S&P 500 (-1,01%) fecharam a semana com os piores saldos semanais desde setembro. 

Se no arranque da negociação bolsista internacional desta sexta-feira o otimismo prevaleceu, sobretudo devido aos esforços das autoridades chinesas para evitar uma pandemia - transporte público foi suspenso em dez cidades e várias localidade foram colocadas sob quarentena - e à decisão da organização Mundial de Saúde que não decretou emergência global, depois o sentimento inverteu-se perante os sinais de que, afinal, o novo vírus da pneumonia continua longe de estar controlado. 

É que ao final da tarde as autoridades governamentais de França confirmaram a existência de dois casos de coronavírus em território gaulês.



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