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Wall Street cai à espera dos números da inflação

As bolsas do outro lado do Atlântico inverteram as subidas da abertura e encerraram a sessão no vermelho, com os investidores a revelarem cautela enquanto esperam pelos dados da inflação de maio.

Em particular nos Estados Unidos da América, as plataformas digitais de negociação em bolsa são muito utilizadas.
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 09 de Junho de 2021 às 21:07
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O Dow Jones fechou a ceder 0,44%, para se fixar nos 34.447,14 pontos. O seu máximo histórico foi atingido a 10 de maio, quando tocou nos 35.091,56 pontos.

 

Já o Standard & Poor’s 500 recuou 0,18%, para 4.219,55 pontos. A 7 de maio, recorde-se, fixou um recorde nos 4.238,04 pontos, pelo que está muito perto desse patamar.

 

Por seu lado, o tecnológico Nasdaq Composite desvalorizou 0,09% para se fixar nos 13.911,75 pontos.

 

Os índices inverteram para o vermelho durante a tarde, depois de abrirem em alta, num dia em que os investidores preferiram usar de prudência enquanto aguardam pelos dados da inflação.

 

O foco dos investidores está já nos dados do índice de preços no consumidor que serão divulgados amanhã – e que poderão dar mais pistas sobre as medidas que a Reserva Federal poderá tomar, incluindo um possível adiamento da retirada gradual dos estímulos [tapering] à economia.

 

Os economistas inquiritos pela Refinitiv estimam que os preços no consumidor tenham subido para 4,7% nos 12 meses terminados em maio – a confirmar-se, será o maior aumento desde o verão de 2008. Não contabilizando os voláteis preços da energia e dos alimentos, as projeções apontam para 3,4%. Já só relativamente ao mês de maio, preveem que os preços tenham aumentado 0,4%.

 

A Fed, recorde-se, reúne-se na próxima semana, nos dias 15 e 16 de junho.

 

Os juros da dívida soberana dos EUA voltaram a ceder, mas nem isso foi suficiente para deixar as bolsas no verde. Com esta nova queda das "yields", algumas tecnológicas de maior peso ganharam terreno – mas não o suficiente para manter o Nasdaq à tona – e a banca cedeu.

 

Continua assim a aposta nas obrigações, fazendo descer os juros da dívida soberana dos EUA, numa altura em que os investidores continuam a avaliar o impacto que a inflação persistente poderá ter na política monetária – nomeadamente na eventual decisão da Fed de subir os juros diretores mais cedo do que se espera.

 

As yields das obrigações do Tesouro a 10 anos caíram para menos de 1,5%, o nível mais baixo desde 7 de maio.

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