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Wall Street cai após Fed reduzir intervenção monetária

Depois de parte da sessão em alta, o que até permitiu ao Nasdaq e ao S&P 500 marcarem novos recordes, o anúncio por parte da Fed de Nova Iorque de um novo corte ao programa de recompra atirou as principais praças dos Estados Unidos para terreno negativo.

Reuters
David Santiago dsantiago@negocios.pt 13 de Fevereiro de 2020 às 21:27
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As bolsas de Wall Street até passaram boa parte da sessão a negociar em alta, contudo o anúncio por parte da Fed de Nova Iorque relativo a uma nova redução da intervenção monetária levou-as para o vermelho. Assim, o índice industrial Dow Jones fechou a sessão desta quinta-feira, 13 de fevereiro, a perder 0,43% para 29.423,31 pontos, tal como o Nasdaq Composite a cair 0,14% para 9.711,969 pontos e o Standard & Poor's 500 a recuar 0,16% para 3.373,97 pontos. 

Ao longo do dia, e quando ainda reinava o otimismo em Wall Street, o Nasdaq (9.748,318 pontos) e o S&P 500 (3.385,09 pontos) chegaram a estabelecer novos máximos históricos, dando continuidade à toada de recordes que vêm sendo registados nos últimos dias.

A decisão anunciada pela Fed sobrepôs-se à garantia dada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que explicou que o aumento do número de infetados pelo coronavírus decorrente da alteração ao método de diagnóstico não significa necessariamente que tenham disparado os casos por infeção do Covid-19. 

A mudança no processo de diagnóstico implicara um aumento do número de novos casos, o que teve como repercussão a queda das bolsas europeias e americanas, contudo o esclarecimento da OMS acabou por descansar os investidores, impulsionando Wall Street para ganhos ligeiros.

Todavia, já perto do final da sessão em Wall Street, a Fed de Nova Iorque revelou que já a partir desta sexta-feira iria decretar uma nova redução ao chamado acordo de recompra (a que os investidores se referem como "repo", repurchase agremeent) através do qual a Reserva Federal vem adquirindo obrigações do Tesouro como forma de manter sob controlo as taxas de juro de curto prazo e reforçar os balanços das instituições financeiras. 

Este "repo" é o dinheiro disponível para as instituições financeiras se financiarem (tanto junto de outros bancos como do banco central) e assegurarem o cumprimento das necessidades de curto prazo. 
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