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Wall Street cai com perspetiva de maior endurecimento da política da Fed

As bolsas do outro lado do Atlântico encerraram em baixa, com a "ameaça" de Powell de subir os juros diretores sete vezes este ano a ganhar mais forma.

EPA
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 10 de Fevereiro de 2022 às 21:28
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O índice industrial Dow Jones fechou a ceder 1,32% para 35.294,66 pontos e o Standard & Poor’s 500 recuou 1,59% para 4.514,24 pontos.

 

Já o tecnológico Nasdaq Composite encerrou a perder 2,10% para 14.185,64 pontos.

 

A inflação de janeiro nos EUA ficou acima do esperado, o que aponta para a necessidade de um endurecimento agressivo da política monetária da Reserva Federal. Este cenário fez subir o dólar e os juros da dívida soberana mas pesou nas bolsas.

 

A confirmar a perspetiva desse maior endurecimento estiveram as palavras do presidente da Fed de St. Louis, James Bullard, que disse esta quinta-feira que privilegia um aumento dos juros diretores da Reserva Federal norte-americana em um ponto percentual até 1 de julho. Ou seja, um aumento de 25 pontos base nas reuniões de março, maio, junho e julho.

 

Esta posição vai ao encontro do que declarou o presidente do banco central, Jerome Powell, no final da última reunião de política monetária da Fed, que decorreu nos dias 25 e 26 de janeiro.

 

Nessa altura, Powell afirmou que não havia ainda um calendário delineado para a subida dos juros, mas surpreendeu ao dizer que não descartava um aumento das taxas em todas as reuniões do Comité Federal do Mercado Aberto (FOMC), o que foi uma reviravolta face a tudo o que tinha sido sinalizado até então.

 

Até ao final do ano, o FOMC tem mais sete reuniões: em março, maio, junho, julho, setembro, novembro e dezembro. Quer isso dizer que a Fed poderá subir os juros sete vezes este ano.

 

Um mar vermelho?

 

A Gains Pains and Capital, numa nota de análise a que o Negócios teve acesso, salienta que há muitas "red flags" a acenarem neste momento no mercado bolsista.

 

"Em termos simples, os sinais são claros: está para chegar mais um banho de sangue. Muito em breve, os mercados estarão de novo mergulhados num mar vermelho", frisou Graham Summers – principal estratega da Phoenix Capital Management – no referido "research" da Gains Pains Capital.

 

"E isso é só o início. É bem possível que as bolsas estejam a caminho de entrar num ‘bear market’, com as ações a poderem perder 50% ou mais numa questão de meses", acrescentou.

 

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