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Wall Street cede com menor confiança dos consumidores, contas fracas, estímulos difíceis e covid-19

As bolsas do outro lado do Atlântico fecharam em baixa, pressionadas pela menor confiança dos consumidores, pelos fracos ganhos das cotadas que já reportaram as suas contas, pela difícil aprovação dos novos estímulos à economia e pelos receios em torno da pandemia.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 28 de Julho de 2020 às 21:23
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O Dow Jones fechou a ceder 0,77% para 26.379,49 pontos e o Standard & Poor’s 500 recuou 0,65% para 3.218,48 pontos.

 

Por seu lado, o tecnológico Nasdaq Composite desvalorizou 1,27% para 10.402,09 pontos.

 

A contribuir para o mau momento de hoje em Wall Street esteve a junção de vários fatores.

 

Os dados divulgados hoje mostram que a confiança dos consumidores norte-americanos diminuiu em julho, numa altura em que os novos casos de coronavírus continuam a propagar-se no país.

 

A economia dos EUA está a emergir daquele que se considera ter sido o pior trimestre de sempre no país. Apesar de o pior parecer já ter ficado para trás e de as condições terem melhorado desde que o país parou em abril, a retoma continua frágil e poderá vir a desapontar os economistas mais otimistas, refere a CNN.

 

O Gabinete de Análise Económica dos Estados Unidos irá reportar na quinta-feira os dados do segundo trimestre, naquela que será a sua primeira estimativa para o PIB.

 

Por outro lado, há contas que estão a dececionar os investidores, como foi hoje o caso da McDonald’s e da 3M.

 

A 3M caiu 4,92% depois de ter reportado uma forte queda da procura pelos seus produtos no segundo trimestre, e a McDonald’s cedeu 2,49% após anunciar uma surpreendente diminuição das suas receitas a nível mundial.

 

Também a perspetiva de conversações difíceis nos EUA relativamente a um novo pacote de estímulos à economia pesou no sentimento dos investidores.

 

Os republicanos do Senado apresentaram ontem uma proposta para um pacote de apoio à economia no valor de 1 bilião de dólares – que inclui a extensão dos subsídios de desemprego, um programa de proteção salarial e mais de 100 mil milhões de dólares para seguros de responsabilidade para as escolas –, que terá agora de ser negociada com os democratas antes de as novas ajudas ao desemprego (já aprovadas no período da pandemia) expirarem na próxima sexta-feira.

 

As conversações entre republicanos e democratas começaram já hoje e deparam-se com a oposição de membros de ambos os partidos.

 

"Terá de haver uma tremenda cedência por parte dos dois partidos para se chegar a um acordo", comentou à Reuters o principal estratega da Janney Montgomery Scott, Mark Luschini.

 

Os investidores continuam também atentos às tensões entre Washington e Pequim, depois do encerramento dos consulados de Houston e Chengdu, e aguardam pelo anúncio de política monetária da Fed no dia de amanhã – não se esperando mexidas nos juros diretores.

 

Entre os destaques nos ganhos da sessão de hoje esteve a Pfizer, que disparou mais de 4%, para máximos de seis meses, após reportar os resultados do segundo trimestre, que agradaram ao mercado.

 

Também a Kodak esteve em destaque pela positiva, tendo encerrado a somar 203,05% para 7,94 dólares, depois de ter chegado a disparar 350% após a notícia de que obteve um empréstimo do governo federal, no valor de 765 milhões de dólares, para ajudar a produzir ingredientes farmacêuticos – no âmbito de um esforço para reduzir a dependência face às fabricantes estrangeiras de medicamentos.

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