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Wall Street começa dia em alta com subida do petróleo e à espera da Fed

As principais praças dos Estados Unidos começaram o dia no verde, num início de sessão marcado pela valorização do preço do petróleo. A concentrar as atenções dos investidores está ainda a decisão que será hoje anunciada pela Fed, esperando-se que seja decretado um novo aumento dos juros.

Se a primeira reacção das bolsas à vitória eleitoral de Donald Trump foi de pânico, rapidamente esse sentimento deu lugar à euforia, com os investidores a fazerem contas aos ganhos que a política económica de Donald Trump pode proporcionar. Descida de impostos para as empresas e um forte investimento em infra-estruturas são duas das cenouras que atraem os investidores, mesmo havendo alguma incerteza sobre a capacidade de pôr em prática os ambiciosos planos do Presidente. Desde a tomada de posse, as acções americanas sobem 4%, renovando sucessivos recordes. O que também está a subir são as taxas de juro das obrigações, um movimento que provocou uma reavaliação global dos juros da dívida.
reuters
David Santiago dsantiago@negocios.pt 15 de Março de 2017 às 13:34
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O índice Dow Jones abriu a sessão desta quarta-feira, 15 de Março, a ganhar 0,18% para 20.874,60 pontos, acompanhado pelo Nasdaq Composite que também começou o dia a somar 0,21% para 5.869,109 pontos.

 

A seguir esta tendência, o índice Standard & Poor’s 500 iniciou o dia a subir 0,21% para 2.370,52 pontos.

 

A contribuir para este optimismo em Wall Street está a subida do preço do petróleo nos mercados internacionais, com o West Texas Intermediate (WTI), transaccionado em Nova Iorque, a valorizar 1,55% para 48,46 dólares por barril. 

A justificar esta valorização do crude está um relatório divulgado pelo Instituto Americano do Petróleo, segundo o qual as reservas petrolíferas norte-americanas recuaram em 531 mil barris na semana passada.

 

Por outro lado, a Agência Internacional de Energia (AIE) sustentou esta quarta-feira que o mercado ainda precisa de tempo para acomodar o excesso de oferta da matéria-prima verificado ao longo dos últimos anos e que contribuiu de forma decisiva para a quebra acentuada do preço do crude nos mercados internacionais.

A beneficiar desta tendência, a Chevron e a Exxon abriram a sessão a avançar 0,61% e 0,38% para 108,015 e 81,30 dólares, respectivamente.

 

Mas a marcar a agenda de hoje em Wall Sreet está o final, marcado para hoje, da reunião de dois dias da Reserva Federal dos Estados Unidos. No final deste encontro, o banco central americano deverá anunciar um novo aumento da taxa de juro directora do país, a segunda subida em cerca de quatro meses.

 

Depois de várias semanas de especulação, Janet Yellen, líder da Fed, no disse no Clube de Chicago, já no início deste mês, ser muito provável que o banco central americano decrete um novo aumento dos juros já em Março.

 

Yellen fez referência à progressiva melhoria das condições e ganho de robustez da maior economia mundial, para justificar que seria "provavelmente adequado" aumentar a taxa de juro directora em Março, hipótese para a qual também concorre o facto de os riscos externos (abrandamento da economia chinesa e incerteza política) terem "aparentemente retrocedido". 


(Notícia actualizada às 13:45)

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