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Wall Street dispara à boleia de dados da inflação. S&P 500 em máximos de três meses

As bolsas norte-americanas sorriram ao recuo da inflação em julho, com os três índices a disparar. Nasdaq Composite foi o que mais contribuiu para os ganhos da sessão.

Vários bancos estão a antecipar-se ao agravamento nos custos de financiamento em mercado. Citigroup e JPMorgan deverão estar entre os emitentes mais ativos nos EUA.
Shannon Stapleton/Reuters
Sílvia Abreu silviaabreu@negocios.pt 10 de Agosto de 2022 às 21:31
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As bolsas norte-americanas encerraram o dia em terreno positivo, num dia marcado pelos dados da inflação nos Estados Unidos. A notícia de que o índice dos preços no consumidor recuou mais do que o previsto pelos analistas face ao mês anterior animou os mercados, que acreditam que este dado poderá levar a Reserva Federal norte-americana (Fed) a abrandar o ritmo da subida das taxas de juro diretoras em setembro.

O tecnológico Nasdaq Composite foi o que mais contribuiu para o fecho risonho de Wall Street, algo que se explica pelo facto de os juros da dívida terem aliviado esta quarta-feira. As tecnológicas são mais suscetíveis ao agravamento e ao alívio dos juros por estarem mais alavancadas.

O índice avançou 2,89% para 12.854,81 pontos, enquanto o "benchmark" S&P 500 subiu para 2,13% para 4.210,24 ponto, alcançando máximos de três meses. Já o industrial Dow Jones ganhou 1,63% para 33.309,51 pontos.

Os dados da inflação em julho, que ficou seis décimas abaixo da registada no mês anterior, animaram os investidores, mas há quem aponte a necessidade de cautela.

"Isto são sobretudo boas notícias para os ativos de risco", disse Florian Ielpo, responsável de macroeconomia da Lombard Odier, advertindo, contudo, que uma subida mais lenta do aumento de preços não é sinónimo do fim da inflação.

"A inflação continua a ser uma questão que requer a atenção da Fed e, mais importante, as medidas da autoridade monetária", acrescentou em declarações à Bloomberg.

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