Bolsa Wall Street abre em alta com cedência da China na disputa comercial

Wall Street abre em alta com cedência da China na disputa comercial

O Departamento do Comércio revelou que o PIB travou mais do que o esperado no final do ano passado, mas a notícia de que a China terá cedido nas negociações comerciais está a dar gás a Wall Street.
Wall Street abre em alta com cedência da China na disputa comercial
Reuters
Tiago Varzim 28 de março de 2019 às 13:39
As bolsas norte-americanas abriram em alta esta quinta-feira, 28 de março, após terem fechado em terreno negativo na sessão anterior. O otimismo dos investidores está relacionado com a notícia da Reuters de que a China terá feito cedências "sem precedentes" aos Estados Unidos nas negociações que recomeçaram esta semana, aumentando a probabilidade de haver um acordo que acaba com a atual disputa comercial.

O Dow Jones sobe 0,32% para os 25.707,72 pontos, o Nasdaq avança 0,2% para os 7.659,34 pontos e o S&P 500 aumenta 0,35% para os 2.815,33 pontos. 

De acordo com a agência noticiosa, as autoridades chinesas apresentaram propostas que foram mais além do que no passado, incluindo sobre um dos pontos mais sensíveis que passa pelo alegado "roubo" de tecnologia norte-americana por parte das empresas chinesas. Contudo, a fonte da Reuters também notou que o acordo ainda não está como os EUA querem, existindo ainda divergências entre as duas partes.

Esta notícia está a sobrepor-se, para já, às preocupações com a desaceleração económica, um tópico que tem vindo a dominar o sentimento dos mercados nos últimos meses. Ainda hoje o Departamento do Comércio norte-americano reviu em baixa o PIB do quarto trimestre de 2018, o que aumenta o receio face ao início de 2019 continuar a ser marcado pela travagem do ritmo de crescimento. Apesar desta revisão, o crescimento do PIB em 2018 manteve-se nos 2,9%, o mais elevado desde 2015.

Por outro lado, o número de pedidos de subsídio de desemprego caiu para 211 mil, abaixo dos 216 mil da semana anterior, segundo dados do Departamento do Trabalho norte-americano, aproximando-se de um mínimo de 50 anos. 

A travagem económica e a mudança de discurso dos bancos centrais tem levado à queda dos juros das dívidas soberanas. No caso dos EUA, a principal preocupação dos investidores reside na inversão da curva de rendimentos uma vez que os investidores estão a exigir o mesmo juro em dívida soberana a três meses e a 10 anos - o que sinaliza uma preocupação com o curto-prazo e, em último caso, tem sido interpretado como um sinal de recessão.

Esta inversão da curva dos rendimentos levou a hipótese de descida dos juros federais a ganhar força. Ontem os mercados já admitiam, pelo menos, uma descida dos juros nos EUA este ano, segundo os dados da Bloomberg, e possivelmente mais.

(Notícia atualizada com mais informação às 14h02)



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