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Wall Street em alta com expectativa de acordo entre os EUA e a China e aumento do emprego

As bolsas dos Estados Unidos estão a reagir à notícia de que Trump já terá pedido à sua equipa um esboço do acordo comercial com a China. Também os dados do emprego estão a contribuir para o optimismo.

Se a primeira reacção das bolsas à vitória eleitoral de Donald Trump foi de pânico, rapidamente esse sentimento deu lugar à euforia, com os investidores a fazerem contas aos ganhos que a política económica de Donald Trump pode proporcionar. Descida de impostos para as empresas e um forte investimento em infra-estruturas são duas das cenouras que atraem os investidores, mesmo havendo alguma incerteza sobre a capacidade de pôr em prática os ambiciosos planos do Presidente. Desde a tomada de posse, as acções americanas sobem 4%, renovando sucessivos recordes. O que também está a subir são as taxas de juro das obrigações, um movimento que provocou uma reavaliação global dos juros da dívida.
reuters
Rita Faria afaria@negocios.pt 02 de Novembro de 2018 às 13:45
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Os principais índices norte-americanos abriram em alta esta sexta-feira, 2 de Novembro, animados pela perspectiva de um acordo entre os Estados Unidos e a China que ponha fim à guerra comercial entre os dois países que se prolonga há vários meses.

 

O índice industrial Dow Jones ganha 0,58% para 25.528,05 pontos, enquanto o S&P500 soma 0,43% para 2.752,30 pontos. Já o tecnológico Nasdaq regista um ganho mais ligeiro, de 0,10% para 7.442,20 pontos.

 

A motivar este optimismo de tréguas na disputa comercial está a notícia avançada pela Bloomberg esta sexta-feira de que o presidente dos Estados Unidos quer fechar um acordo comercial com o presidente chinês no G-20 da Argentina, no final deste mês, e por isso pediu à sua equipa para desenhar um esboço daquilo que poderá vir a ser o documento assinado por ambos. 

 

As cotadas mais sensíveis às questões comerciais estão a reagir em alta a esta notícia, como é o caso da Caterpillar, que sobe 2,73% para 128,11 dólares, a Boeing, que ganha 2,10% para 370,71 dólares, e a 3M, que valoriza 0,69% para 193,55 dólares.

 

A contribuir para os ganhos estão ainda os dados divulgados pelo Departamento do Trabalho, antes da abertura do mercado, que mostram que a economia norte-americana criou mais empregos em Outubro do que era esperado. No mês passado, foram criados 250 mil postos de trabalho, acima dos 190 mil que eram estimados pelos analistas consultados pela Reuters.

 

A taxa de desemprego manteve-se nos 3,7%, o nível mais baixo dos últimos 49 anos. Por outro lado, o crescimento dos salários acelerou de 2,8%, em Setembro, para 3,1%, em Outubro. Esta é a maior subida desde Abril de 2009, e reforça as expectativas de um aumento dos juros em Dezembro, por parte da Fed.

 

Do lado das descidas destaca-se a Apple, que recua 4,99% para 211,23 dólares, travando a subida do Nasdaq. A empresa liderada por Tim Cook apresentou ontem resultados trimestrais que ficaram acima do esperado pelos analistas, mas os investidores estão a castigar as acções porque as previsões para a facturação do período em curso (o chamado "guidance") ficam aquém das expectativas do consenso do mercado. Além disso, também se venderam menos iPhones do que o esperado.


(Notícia actualizada às 13:56)

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