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Wall Street fecha semana com chave de ouro. Foi a melhor sessão desde junho de 2020

As principais bolsas norte-americanas encerraram a sessão desta sexta-feira em terreno firmemente positivo, com os "caçadores de pechinchas" a acorrerem às ações mais atrativas depois das recentes perdas. A Apple disparou 7%.

Reuters
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 28 de Janeiro de 2022 às 21:29
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As bolsas do outro lado do Atlântico fecharam hoje com um sustentado movimento de subida, numa semana que foi uma autêntica montanha russa e em que os índices várias vezes inverteram nos últimos minutos de negociação.

 

O índice industrial Dow Jones fechou a somar 1,65% para 34.725,47 pontos.

 

Por seu lado, o Standard & Poor’s 500 avançou 2,43% para 4.431,85 pontos – o seu maior ganho diário desde junho de 2020, que lhe permitiu anular as perdas da semana.

 

Já o tecnológico Nasdaq Composite encerrou a ganhar 3,13% para 13.770,57 pontos. Este impulso ajudou assim a reduzir as perdas do acumulado de janeiro – que, ainda assim, está a caminho de ser o pior mês desde 2008 para este índice (afunda neste momento 11,98%).

 

Os bons resultados reportados ontem pela Apple levaram muitos investidores a apostar hoje neste título, especialmente os ‘dip buyers’ (que aproveitam a queda dos preços para comprarem depois mais barato) – que ganharam com o facto de as ações da tecnológica terem estado a cair nas oito sessões anteriores.

 

A fabricante de iPhones, liderada por Tim Cook, encerrou a escalar 6,98% para 170,33 dólares, naquela que foi a sua maior valorização diária desde julho de 2020.

 

O apetite dos investidores adeptos do ‘buy the dip’ deu assim um sinal positivo à negociação, ofuscando os receios em torno do endurecimento das políticas da Fed – nomeadamente o impacto da subida das taxas de juro na retoma económica – e das contínuas tensões geopolíticas na Ucrânia.

 

A Administração Biden realizou esta semana reuniões com os maiores bancos dos EUA – como o Citigroup, Goldman Sachs, Bank of America e JPMorgan Chase – para falar sobre as possíveis sanções contra a Rússia (devido ao conflito com a Ucrânia), no âmbito dos seus esforços para garantir que essas potenciais ações não perturbarão o sistema financeiro mundial.

 

Apesar de a sessão de hoje ter sido menos volátil, com a tendência positiva a manter-se ao longo de toda a jornada, o sobe-e-desce na restante semana levou a que o índice de volatilidade (VIX, o chamado índice do medo) aumentasse pela quarta semana consecutiva – na sua mais longa série de subidas desde março de 2020.

 

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