Bolsa Wall Street no vermelho à espera de novidades no emprego e na frente comercial

Wall Street no vermelho à espera de novidades no emprego e na frente comercial

As principais bolsas norte-americanas encerraram em terreno negativo, numa altura em que os investidores aguardam pelo relatório do emprego nos EUA, relativo a abril, e por notícias sobre as negociações comerciais entre Washington e Pequim.
Wall Street no vermelho à espera de novidades no emprego e na frente comercial
Reuters
Carla Pedro 02 de maio de 2019 às 21:06

O Standard & Poor’s 500 fechou a ceder 0,21% para 2.917,52 pontos e o Dow Jones recuou 0,46%, para 26.307,79 pontos.

 

O tecnológico Nasdaq Composite acompanhou o movimento de descida, terminando a perder 0,16%, para 8.036,77 pontos.

 

As bolsas do outro lado do Atlântico foram pressionadas pelos receios de que continue sem haver, durante algum tempo, um acordo entre os EUA e a China no plano comercial. Está a decorrer uma nova ronda de negociações entre as duas maiores economias do mundo, mas não há sinais de um entendimento formal.

 

Outro fator que pesou continuou a ser a decisão da Reserva Federal, anunciada ontem, de não mexer nos juros. Apesar da pressão de Donald Trump no sentido de o banco central descer as taxas diretoras, o presidente da Fed, Jerome Powell, disse não haver razões para as alterar. Nem para cima, nem para baixo. Com estas declarações, os investidores assumiram que a Fed não vai descer o preço do dinheiro, como se especulou. 

 

Um dos setores que mais castigou a negociação foi o da energia, numa sessão de forte queda dos preços do petróleo devido ao aumento das reservas norte-americanas de crude e à falta de cumprimento da Rússia nos cortes de produção acordados com os aliados da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).

 

Por seu lado, a Caterpillar foi uma das cotadas que mais penalizou o Dow Jones, depois de anunciar o pagamento de um dividendo recorde que dececionou os investidores.

 

Já a Tesla ganhou terreno após divulgar os planos de angariar cerca de dois mil milhões de dólares através da venda de ações e emissão de dívida.

 

Do lado dos ganhos, um dos grandes destaques da sessão coube à Beyond Meat, que disparou 160% no seu dia de estreia em bolsa.




Marketing Automation certified by E-GOI