Bolsa Wall Street quebra mais de 1% com retaliação chinesa e medo de escalada comercial

Wall Street quebra mais de 1% com retaliação chinesa e medo de escalada comercial

As principais bolsas norte-americanas iniciaram a semana a recuar, com a desvalorização do yuan a penalizar assim como os receio de uma nova escalada na disputa comercial EUA-China.
Wall Street quebra mais de 1% com retaliação chinesa e medo de escalada comercial
Reuters
David Santiago 05 de agosto de 2019 às 14:36

A semana não começou bem para as principais praças bolsistas norte-americanas, com Wall Street a ser fortemente pressionada pelo acentuar dos receios quanto a uma escalada na disputa comercial em curso entre os Estados Unidos e a China e pela desvalorização do yuan chinês.

O índice Dow Jones abriu a sessão desta segunda-feira, 5 de agosto, a perder 1,55% para os 26.074,05 pontos, acompanhado pelo Nasdaq Composite a recuar 2,16% para os 7.831,22 pontos, e pelo Standard & Poor’s 500 a deslizar 1,62% para os 2.884,47 pontos, isto depois de o S&P ter completado, na sexta-feira, a pior semana de 2019.

A agravar o receio dos investidores quanto a uma espiral protecionista está a retaliação chinesa, revelada esta segunda-feira, à aplicação de uma taxa alfandegária reforçada de 10% sobre bens chineses no valor de 300 mil milhões de dólares.

Pequim respondeu em dois planos, com ambos a incidirem precisamente em dois pontos sensíveis para a administração norte-americana chefiada por Donald Trump.

Depois das críticas a Pequim por desvalorizar artificialmente o yuan numa espécie de guerra cambial que Trump faz desde que era ainda candidato presidencial, o Banco Popular da China desvalorizou a sua moeda para um novo mínimo cambial nos 6,9 yuans por dólar.

Por outro lado, o presidente chinês Xi Jinping decretou que as empresas estatais chinesas ficam impedidas de comprar bens agrícolas norte-americanos. Um dos motivos invocados por Trump para o fracasso negocial da semana passada e para a aplicação de tarifas agravadas foi o não cumprimento, por parte de Pequim, do compromisso de reforço das importações do setor primário dos EUA.




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