Bolsa Wall Street recua com vendas a retalho a ofuscarem bons resultados da banca

Wall Street recua com vendas a retalho a ofuscarem bons resultados da banca

A primeira queda em sete meses das vendas a retalho penalizou o sentimento dos investidores, embora as quedas dos índices tenham sido ligeiras.
Wall Street recua com vendas a retalho a ofuscarem bons resultados da banca
Reuters

A bolsa norte-americana fechou em terreno negativo pressionada pela primeira queda em sete meses das vendas a retalho, que reavivaram os receios com o abrandamento da maior economia do mundo.

 

O generalista S&P500 cedeu 0,2% para 2.989,69 pontos, o tecnológico Nasdaq recuou 0,30% para 8.124,18 pontos e o industrial Dow Jones caiu 0,08% para 27.002,18 pontos. 

O valor das vendas em setembro caiu 0,3% em comparação com o mês anterior, uma evolução simétrica que desilude face à estimativa de um crescimento de 0,3% que era o consenso avançado pelos analistas consultados pela Bloomberg. Isto depois de os números de agosto terem sido revistos em alta para um aumento de 0,6%.

 

"As vendas a retalho surpreenderam as pessoas. Dá força à ideia de que a economia está a abrandar", disse à Reuters Peter Tuz, presidente do Chase Investment Counsel.


Foram as tecnológicas que mais pressionaram os índices, com a Microsoft a desvalorizar 0,82% para 140,41 dólares e a Apple a descer 0,4% para 234,37 dólares.

 

Já depois do fecho da sessão a Netflix dispara mais de 6% após ter anunciado resultados acima do esperado.  

 

A travar maiores quebras esteve a banca, depois de o Bank of America Merrill Lynch ter divulgado resultados acima das expectativas. A instituição financeira ganhou 1,45% para os 30,17 dólares dólares. Já no dia anterior, quatro dos gigantes da banca - JP Morgan Chase & Co, Citigroup, Goldman Sachs e Wells Fargo - apresentaram os respetivos resultados, com os dois primeiros a superarem as estimativas e os dois últimos a ficarem aquém.

Ainda a preocupar está uma nova ameaça da China aos Estados Unidos. Pequim diz que irá retaliar caso Washington dê suporte legal aos protestantes que se têm manifestado em Hong Kong contra as políticas de extradição. A ameaça ganha peso numa altura em que as duas maiores economias do mundo continuam as negociações comerciais com base num acordo parcial que tem sido considerado débil pelos analistas.




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