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Wall Street recua em torno de 2% perante novas tarifas da China

Os três principais índices norte-americanos espelham o sentimento negativo que é vivido nos mercados acionistas. Este surge após a China ter respondido aos Estados Unidos com a aplicação de novas tarifas sobre os bens importados.

Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 13 de Maio de 2019 às 14:41
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A bolsa norte-americana abriu no vermelho, com os três principais índices em queda. O pessimismo faz-se sentir após a China ter anunciado novas tarifas sobre as importações de produtos americanos, agravando os receios quanto aos desenvolvimentos da guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo e as respetivas consequências para a economia global.

 

O generalista S&P500, que na semana passada registou a pior semana do ano - com as maiores perdas acumuladas - reforça esta segunda-feira a tendência negativa com uma queda de 1,62% para os 2.834,64 pontos. O industrial Dow Jones desliza 1,76% para os 25.486,56 pontos e o tecnológico Nasdaq vê a quebra mais acentuada, ao perder 2,20% para os 7.742,90 pontos.

 

Washington e Pequim não conseguiram chegar a um entendimento comercial na reunião da passada sexta-feira, pelo que, esta segunda-feira, 13 de maio, o ministério das Finanças chinês anunciou que a partir de 1 de junho será aplicada uma tarifa aduaneira de 25% a um conjunto de 2.493 bens importados norte-americanos e uma de 20% que vai incidir sobre 1.078 produtos. As taxas reforçadas vão recair sobre um valor global de 60 mil milhões de dólares de bens norte-americanos.

 

As penalizações deverão recair sobretudo sobre o setor agrícola norte-americano mas também é avançada a possibilidade de a China reduzir o volume de encomendas de aviões da Boeing. As ações da cotada deslizam 3,73% para os 341,38 dólares.

 

Esta manhã, o líder norte-americano avisou Pequim para não ripostar na mesma moeda, um conselho ignorado pelos chineses. A ação de Pequim vem na sequência do entendimento falhado com os Estados Unidos, o qual levou Donald Trump a cumprir a ameaça de a partir de 10 de maio, agravar a tarifa aduaneira aplicada à importação de bens chineses, de 10% para 25%, bem como alargar o conjunto de bens alvo desta taxa reforçada. De acordo com Trump, a responsabilidade é dos chineses, que acusa terem recuado nas condições do acordo no último momento. 

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