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Wall Street sobe mas S&P 500 tem pior semana desde início da pandemia

As bolsas do outro lado do Atlântico fecharam em alta - com exceção do Dow, que ficou na linha de água -, animadas com as promessas da Fed de recolocar a inflação nos 2%.

Reuters
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 17 de Junho de 2022 às 21:21
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O índice industrial Dow Jones foi o único grande Wall Street que não conseguiu encerrar hoje em alta, mas fechou na linha de água, com uma perda muito marginal, ao ceder 0,13% para 29.888,78 pontos.

 

Em contrapartida, o o Standard & Poor’s 500 avançou 0,22% para 3.674,82 pontos. Apesar destas subidas, o S&P 500 fecha a semana no seu nível mais baixo desde janeiro de 2021, numa altura em que os investidores receberam novos dados que intensificaram os receios de recessão.

 

Além disso, esta é a pior semana do S&P 500 desde março de 2020 – ou seja, desde o início da pandemia –, com uma queda acumulada de 5,8%.

 

O tecnológico Nasdaq Composite é que conseguiu hoje um ganho expressivo, ao pular 1,43% para 10.798,35 pontos. A impulsonar o Nasdaq estiveram pesos-pesados como a Microsoft e a Apple – bem como a Seagan, que disparou depois de relatos de que a Merck & CO está a pensar em comprar a empresa de biotecnologia.

 

A contribuir para que a queda do Dow não fosse maior e para que o S&P 500 conseguisse arrebitar estiveram as palavras do presidente da Fed, que ajudaram a animar o sentimento dos investidores.

 

Jerome Powell reiterou que o banco central está determinado a fazer a inflação baixar para a meta dos 2% – e para isso poderá voltar a subir os juros em 75 pontos base na reunião de julho. Apesar de a subida dos juros não ser "amiga" da tendência bolsista, a perspetiva de uma menor pressão inflacionista trouxe maior otimismo.

 

Com a inflação em máximos de 40 anos e os juros a subirem, têm crescido os receios de uma recessão no país, mas a determinação da Fed em fazer recuar a inflação para os 2% motivou os investidores.

 

Os mercados tiveram uma semana repleta de aumentos das taxas de juro de referência: além da Fed (que anunciou uma subida de 75 pontos base, a maior desde 1994), o bancos centrais suíço e britânico também subiram os juros diretores. Estas subidas retiraram liquidez ao mercado, tendo levado a perdas num vasto leque de ativos.

 

A sessão de hoje voltou a ser volátil mas não tanto quanto seria de esperar em dia de bruxaria tripla – e tem este nome porque se dá o vencimento simultâneo de três contratos nos Estados Unidos: opções sobre ações e sobre índices de ações, e futuros sobre índices de ações.

 

Já foi chamado de bruxaria quádrupla, mas o fecho do mercado OneChicago levou a que terminasse o contrato de futuros sobre ações.

 

Este triple witching ocorre nas terceiras sextas-feiras dos meses de março, junho, setembro e dezembro.

 

O nome do dia faz referência aos vencimentos daqueles três contratos e às bruxas. Mas porquê as bruxas? Os mercados têm o termo ‘witching hour’ (a hora da bruxa) que é a última hora de negociação da sessão bolsista. Uma vez que o vencimento destes três contratos exerce grande influência no desempenho do mercado, o termo é tido como adequado para a situação, já que a "hora da bruxa" é um curto período em que quem pratica feitiçaria fica especialmente mais ativo e poderoso.

 

Assim sendo, este é um dia historicamente mais volátil, especialmente na última hora de transacção, com um elevado volume de títulos a mudarem de mãos. Isto porque os investidores que precisam de fechar posições podem movimentar o mercado a qualquer preço, levando as cotações a oscilarem erraticamente.

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