Bolsa Wall Street volátil à espera de consistência na frente comercial

Wall Street volátil à espera de consistência na frente comercial

As bolsas norte-americanas oscilaram entre ganhos e perdas, com a frente comercial a continuar a marcar o sentimento dos investidores, à medida que diariamente se registam avanços e recuos nas negociações entre EUA e China – consoante quem se expressa.
Wall Street volátil à espera de consistência na frente comercial
Reuters
Carla Pedro 19 de novembro de 2019 às 21:28

O Dow Jones fechou a ceder 0,36% para 27.934,02 pontos, depois de marcar um novo máximo histórico durante o dia, nos 28.090,21 pontos.

 

Já o S&P 500 recuou 0,006% para 3.120,18 pontos, tendo na negociação intradiária estabelecido um valor nunca antes visto, nos 3.127,64 pontos.

 

Em contrapartida, o tecnológico Nasdaq Composite conseguiu manter-se à tona e terminou o dia a somar 0,24% para 8.570,66 pontos. Durante a sessão fixou um recorde nos 8.589,76 pontos.

 

Esta foi uma sessão bastante volátil, com os principais índices do outro lado do Atlântico a oscilarem entre subidas e descidas. Mas os ganhos foram suficientes para catapultar as bolsas para novos máximos.

 

A ditar a evolução da negociação continua a estar a frente comercial EUA-China, com os seus avanços e recuos a influenciar o sentimento dos investidores.

 

Ontem, Pequim disse estar pessimista quanto às probabilidades de alcançar um acordo comercial parcial (chamado de "fase um") com Washington, atendendo a pendentes difíceis de ultrapassar.

 

Hoje, o presidente norte-americano, Donald Trump, voltou a ameaçar a China com um aumento das tarifas aduaneiras no caso de ambas as nações não conseguirem chegar a acordo.

 

Também a questão da Huawei pesou na sessão desta terça-feira. Ontem, os Estados Unidos anunciaram a decisão de estender por mais três meses a autorização para as empresas norte-americanas venderem equipamento à tecnológica chinesa Huawei.

 

Entretanto, a Huawei veio dizer esta terça-feira que este alargamento de 90 dias não terá "impacto substancial" na sua atividade, considerando que continua a ser tratada "de forma injusta" – o que voltou a convidar a uma maior prudência por parte dos operadores bolsistas.

 

A sustentar o Nasdaq estiveram os ganhos de tecnológicas como o Facebook, Broadcom e Tesla. Já o Dow foi pressionado pela Home Depot, que reviu em baixa – pela segunda vez este ano – as projeções para os resultados do ano fiscal.

A travar maiores perdas esteve o facto de a Câmara dos Representantes ter aprovado a lei que permite que as agências federais dos EUA possam continuar a ser financiadas. A 27 de setembro o presidente Donald Trump tinha assinado uma lei de financiamento de curto prazo que prolongou a atribuição de dinheiro às agências federais até 21 de novembro.

 

Esta medida legislativa, conhecida como resolução de continuidade, financiará o governo até 20 de dezembro, o que permite aos serviços públicos dos Estados Unidos continuarem a funcionar. Ou seja, evita o chamado "shutdown".




pub

Marketing Automation certified by E-GOI