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Wall Street acentua quedas com receios de contágio da crise grega

As principais praças norte-americanas estão a reforçar o movimento de queda, penalizadas pela redução da actividade industrial na China e pelo facto de Volker Kauder, líder da bancada parlamentar da CDU, o partido de Angela Merkel, vir defender a "insolvência ordeira" de alguns Estados europeus devido ao receio de que a crise da dívida soberana se dissemine.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 04 de Maio de 2010 às 15:00
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As principais praças norte-americanas estão a reforçar o movimento de queda, penalizadas pela redução da actividade industrial na China e pelo facto de Volker Kauder, líder da bancada parlamentar da CDU, o partido de Angela Merkel, vir defender a "insolvência ordeira" de alguns Estados europeus devido ao receio de que a crise da dívida soberana se dissemine.

A crise na Grécia, longe de estar solucionada, continua a perturbar os mercados, gerando um clima de incerteza que tem estado a pressionar as bolsas. A possibilidade de os fundos a atribuir à Grécia serem insuficientes e de o pacote de resgate não ser aprovado nalguns parlamentos dos países membros da Zona Euro, bem como a discussão do pacote de austeridade em Atenas, são factores que estão a contribuir para o nervosismo dos investidores.

O índice industrial Dow Jones segue a perder 1,36%, fixando-se nos 11.000,15 pontos. O S&P 500 cede 1,62% para se estabelecer nos 1.182,80 pontos.

Por seu lado, o índice tecnológico Nasdaq mergulha 2,21% para 2.443,46 pontos.

A Alcoa lidera as quedas dos metais industriais, num dia em que esta matéria-prima está generalizadamente em baixa.

O Bank of America e o JPMorgan acompanham as perdas da banca na Europa, onde o Santander, BCP e National Bank of Greece caem pelo menos 5%, salienta a Bloomberg.

A fabricante de livros electrónicos infantis LeapFrog Enterprises afunda 15%, depois de reportar perdas superiores ao esperado para o primeiro trimestre.

“Ainda há um grande risco de podermos assistir a um fenómeno de contágio. Não se pode descartar a possibilidade de um outro país precisar de ser resgatado pela União Europeia e pelo FMI”, comentou à Bloomberg um estratega da Capital Spreads, Angus Campbell.

Volker defende “insolvência ordeira” de Estados europeus

Volker Kauder apelou hoje à possibilidade de uma “insolvência ordeira” de alguns Estados europeus como “consequência” da crise grega. A Comissão Europeia deveria analisar melhor as finanças dos Estados-membros, de modo a evitar o tipo de aumento do défice orçamental a que se assistiu na Grécia, defendeu Kauder numa conferência de imprensa hoje em Berlim, citado pela Bloomberg.

Na semana passada, Volker insistiu que qualquer ajuda à Grécia teria de proteger o euro, segundo o “The Guardian”.

Hoje, Joseph Stiglitz, Nobel da Economia, disse que a crise grega penalizou o futuro do euro e as suas declarações estão a contribuir para os receios dos mercados. “A crise grega pode sugerir o fim do euro”, afirmou Stiglitz.

Veja também:
As cotações dos principais índices

A evolução das acções do Dow Jones e Nasdaq 100

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