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Wall Street em queda após dados do PIB

As principais praças dos Estados Unidos iniciaram a sessão já depois de a economia norte-americana ter avançado 2,1% a uma taxa anual, mais do que os 1,5% antecipados. Os investidores estão também atentos à situação entre Moscovo e Ancara.

Scott Eells/Bloomberg
David Santiago dsantiago@negocios.pt 24 de Novembro de 2015 às 14:41
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O índice Dow Jones abriu a sessão desta terça-feira, 24 de Novembro, a recuar 0,40% para 17.721,9 pontos, acompanhado pelo tecnológico Nasdaq Composite que iniciou o dia a ceder 0,49% para 5.077,61 pontos.

 

Também o índice Standard & Poor’s 500 abriu a sessão a desvalorizar 0,4% para 2.079 pontos.

 

O comportamento das bolsas norte-americanas acontece no dia em que foram divulgados dados que mostram que a economia norte-americana cresceu mais do que o inicialmente previsto no terceiro trimestre. Segundo o Departamento do Comércio dos Estados Unidos, a economia norte-americana avançou 2,1% a uma taxa anual no terceiro trimestre, acima do crescimento de 1,5% estimado.

 

Ainda de acordo com o relatório do Departamento do Comércio, verifica-se que no mesmo período os lucros das empresas caíram e, em sentido oposto, os salários dos trabalhadores aumentaram.

 

Segundo a Bloomberg, o consumo continua a ser o motor do crescimento da economia dos Estados Unidos, com o menor preço dos combustíveis e a recuperação do emprego a apoiarem o aumento da despesa das famílias.

 

Os investidores norte-americanos demonstram também alguma apreensão face à actual situação geopolítica internacional. Esta manhã, um avião militar russo foi abatido por um caça turco quando sobrevoava a uma zona próxima da fronteira entre a Turquia e a Síria. Os relatos são díspares. Moscovo garante que o avião estava a sobrevoar território sírio, enquanto Ancara afiança que o meio aéreo foi abatido, depois de vários alertas, quando sobrevoava espaço aéreo turco. Os dois pilotos russos conseguiram ejectar-se, sendo que há notícias contraditórias quanto à sobrevivência dos mesmos.

 

O presidente russo Vladimir Putin, depois de assegurar que a acção turca terá "consequências", já acusou a Turquia de estar a apoiar o autoproclamado Estado Islâmico ao impedir a força aérea russa de atacar aquela organização jihadista.

 

Do lado da Turquia realça-se o direito de defesa do seu território, tendo Ancara já pedido uma reunião de emergência da NATO, de que é membro, para debater o assunto. 

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