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Wall Street imita Ásia e Europa e abre no vermelho

O choque da China continua a afectar as bolsas americanas. O Nasdaq perde mais de 2% e continua sem ganhar em 2016. O vermelho sente-se nos EUA apesar dos bons números dos pedidos de subsídios de desemprego.

Bloomberg
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 07 de Janeiro de 2016 às 14:36
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Mais uma abertura no vermelho esta quinta-feira. As bolsas norte-americanas abriram a cair mais de 1%, acompanhando as fortes desvalorizações que se sente na Europa e na Ásia.

 

O índice industrial Dow Jones cede 1,38% para 16.672,57 pontos, perdendo pelo segundo dia consecutivo. Uma queda de mais de 200 pontos face ao fecho anterior. Já o tecnológico Nasdaq segue a cair 2,1% para 4.733,152 pontos. É o quinto dia consecutivo de perdas. O S&P 500 recua 1,8%. 

Os índices americanos encontram-se a cair para as pontuações mais baixas desde Outubro, ou seja, há três meses que não valiam tão pouco. 

 

Os Estados Unidos marcam, contudo, uma desvalorização ligeiramente mais baixa do que a registada nas praças europeias. O índice geral do Velho Continente, o Stoxx Europe 600, perde 2,81%. 

A China continua a ser o motivo central para todas as quedas. As acções da bolsa chinesa foram suspensas em 30 minutos devido à queda de 7% que se estava a registar. A contribuir para os receios dos investidores está a desvalorização da moeda, o yuan, que foi cortada pelo oitavo dia consecutivo, estando a transaccionar-se no nível mais baixo desde Março de 2011. 

Esta situação tem trazido fortes tensões para os mercados financeiros, acabando por empurrar os investidores para activos menos arriscados. As acções, vistas como tendo mais risco, são afectadas. Mas também as matérias-primas, que, no caso das agrícolas, estão em mínimos de seis anos. Os preços do petróleo também se aproximam dos 30 dólares, igualmente em valores que podem significar os mais baixos dos últimos 12 anos. Um movimento que penaliza, também, as empresas ligadas às matérias-primas. 

 

A descida ocorre esta quinta-feira, dia em que foram divulgados dados positivos sobre os pedidos de subsídio de desemprego, um dado que os investidores dão sempre atenção para tomar decisões de investimento. Houve 277 mil solicitações para receber os subsídios na semana que terminou a 2 de Janeiro, uma redução de 10 mil face à semana passada. O número fica ligeiramente acima da média estimada pelos economistas compilados pela Bloomberg, que apontavam para 275 mil pedidos.

Apple abaixo dos 100 dólares

No Dow Jones, o vermelho é mesmo o tom predominante. A Microsoft cai 2,85% para 52,51 dólares mas também as acções da banca estão a recuar mais de 2%: são exemplos o Bank of America, o Citigroup e o Goldman Sachs. 

Depois de ontem já ter caído, após ter sido noticiado que vai reduzir em cerca de 30% a produção do iPhone 6s e 6s Plus, a Apple volta a recuar. A tecnológica perde 1,91% e desceu novamente dos 100 dólares: negoceia nos 98,78 dólares por acção.


(Notícia actualizada com mais informações pelas 14:50)

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