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Wall Street no vermelho com maior aumento na inflação em três anos

O maior aumento mensal da inflação em mais de três anos está a pressionar as principais praças bolsistas dos Estados Unidos.

Bloomberg
David Santiago dsantiago@negocios.pt 17 de Maio de 2016 às 14:41
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O índice industrial Dow Jones iniciou a sessão desta terça-feira, 17 de Maio, a ceder 0,13% para 17.687,59 pontos, acompanhado pelo tecnológico Nasdaq Composite que começou o dia a cair ligeiros 0,01% para 4.774,805 pontos. Já o índice Standard & Poor’s 500 abriu a sessão a deslizar 0,2% para 2.062,10 pontos.

 

A definir o sentimento em Wall Street está a evolução da inflação nos Estados Unidos em Abril, mês em que registou a maior subida mensal desde Fevereiro de 2013.

 

Os dados divulgados esta manhã pelo Departamento do Trabalho norte-americano mostram que os preços no consumidor cresceram 0,4% em Abril, variação que permitiu aproximar o nível da inflação da meta definida pela Reserva Federal em torno dos 2%.

 

Os indicadores hoje conhecidos mostram ainda que a gasolina observou a maior subida de preço dos últimos quatro anos. A evolução da inflação em Abril superou a estimativa dos analistas, cuja previsão média apontava para um aumento de 0,3% no mês passado.

 

Ora, esta evolução poderá contribuir para que a Fed venha a determinar em breve um novo aumento dos juros. Segundo refere esta terça-feira a agência Bloomberg, os mais recentes indicadores sobre a maior economia mundial tendem a tornar mais provável um novo aumento do custo do dinheiro. Perante a possibilidade reforçada de novo aumento dos juros, o sentimento dos investidores norte-americanos está a ser penalizado neste início de sessão. 

Na próxima quarta-feira serão conhecidas as minutas referentes ao encontro da Fed realizado em Abril, sendo que na última semana vários presidentes das Fed regionais disseram que uma nova subida poderá ser decretada em Junho ou Julho próximos. Contudo, os investidores, citados pela Bloomberg, colocam em apenas 6% a probabilidade de a Fed elevar os juros já no próximo mês de Junho. 

 

Ainda assim, os persistentes sinais de enfraquecimento da economia global bem como os adicionais riscos de uma saída do Reino Unido da União Europeia, são factores que poderão influenciar em sentido contrário a pretendida política monetária da instituição liderada por Janet Yellen, que ainda em 2015 apontou para subidas graduais dos juros em 2016. 

Um dos destaques positivos neste início de sessão vai para a Home Depot. Depois de algumas das maiores retalhistas norte-americanas, como a Macy’s e a Nordstrom, terem apresentado resultados aquém das expectativas, a Home Depot apresentou resultados trimestrais que superaram as estimativas. Os lucros nos primeiros três meses deste ano subiram para 1,44 dólares por acção, acima dos antecipados 1,35 dólares. Mesmo assim a Home Depot começou a sessão a recuar 1,51% para 133,30 dólares. 

Também a penalizar está o sector petrolífero, com a Chevron a desvalorizar 1% para 101,27 dólares e a Exxon a ceder 0,31% para 89,29 dólares.

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