Bolsa Wall Street regista maior queda dos últimos 10 meses após Brexit

Wall Street regista maior queda dos últimos 10 meses após Brexit

As bolsas norte-americanas encerraram em terreno positivo na sessão de quinta-feira, a contarem com uma vitória da permanência do Reino Unido na União Europeia no referendo que ainda decorria. Era, pelo menos, essa a tendência apontada pelas sondagens mais recentes. Mas quiseram os britânicos trocar as voltas aos números e foi o Brexit que acabou por liderar por 51,9%.
Wall Street regista maior queda dos últimos 10 meses após Brexit
Reuters
Carla Pedro 24 de junho de 2016 às 22:06

O Standard & Poor’s 500 fechou a última sessão da semana a perder 3,6% para 2.037,35 pontos, a maior queda desde 24 de Agosto do ano passado – a ‘famosa’ segunda-feira negra que arrastou as bolsas de todo o mundo devido às preocupações em torno da desaceleração do crescimento na China.

 

O índice industrial Dow Jones, por seu lado, caiu 3,39% para 17.400,27 pontos, depois de ontem ter conseguido voltar a superar a fasquia dos 18.000 pontos. Mas foi sol de pouca dura, com o Brexit a provocar uma razia nos mercados de todo o mundo.

 

Já o tecnológico Nasdaq Composite afundou 4,12%, para fechar a valer 4.707,98 pontos.

 

As praças do outro lado do Atlântico estiveram assim a digerir negativamente o desfecho do referendo no Reino Unido, que ditou a saída do país da União Europeia, a acompanhar o movimento de vendas que se observou em todo o mundo.

 

"Os intervenientes do mercado têm razões para estarem preocupados. É provável que assistamos a uma desaceleração do crescimento, em resultado do Brexit, e os mercados estão a reagir em consonância", comentou à Bloomberg o economista-chefe da Point72 Asset Management, Dean Maki.

 

O sector mais penalizado na sessão de hoje foi o da banca. O Citigroup registou a maior queda em quatro anos, ao mergulhar 9,36% para 40,30 dólares, e o JPMorgan Chase e o Goldman Sachs perderam mais de 6,7%.

 

Também os títulos ligados às matérias-primas perderam terreno, numa jornada em que os preços do crude caíram fortemente nos principais mercados internacionais. 




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