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Wall Street regista maior subida desde Março com bons dados do emprego

Os mercados accionistas norte-americanos fecharam a última sessão da semana em alta, sustentados sobretudo pelo aumento do número de contratações nos EUA em Abril e pela queda do desemprego.

Bloomberg
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 08 de Maio de 2015 às 21:31
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O Standard & Poor’s 500 encerrou a somar 1,3% para 2.115,95 pontos, a apenas 0,1% do máximo histórico. O Dow Jones, por seu lado, avançou 1,49% para se fixar nos 18.190,31 pontos. Já o Nasdaq Composite subiu 1,17%, a valer 5.003,55 pontos.

 

Os principais índices bolsistas norte-americanos marcaram assim as maiores valorizações desde Março.

 

A impulsionar as bolsas do outro lado do Atlântico esteve o optimismo em torno dos dados do emprego em Abril nos Estados Unidos, que revelaram um aumento dos postos de trabalho em 223.000, quando em Março tinha havido um incremento de 85.000 (o mais baixo desde Junho de 2012). A construção e os cuidados de saúde foram os sectores onde mais aumentou o número de contratações no mês passado.

 

Por seu lado, a taxa de desemprego desceu para o nível mais baixo desde Maio de 2008.

 

Isto mostra, conforme sublinha a Bloomberg, que as empresas estão confiantes em que a economia norte-americana recuperará, após uma desaceleração do crescimento no primeiro trimestre.

 

Com efeito, estes dados deixaram a convicção de que o crescimento económico está a acelerar mas não suficientemente depressa para levar a Fed a decidir-se por uma subida das taxas de juro já em Junho.

 

"Estamos onde devíamos estar. Não é de mais nem de menos. Queremos uma economia a acrescentar 200.000 empregos, mas quando esse número se aproxima dos 300.000 começa-se a falar de pressões inflacionistas e de a economia estar a acelerar demasiado depressa, pelo que este número de hoje é perfeito", comentou à Bloomberg o presidente do Wells Fargo Investment Institute, Darrell Cronk.

 

Os investidores continuam a estar convictos de que a Reserva Federal subirá os juros, actualmente em mínimos históricos, ainda este ano, mas que não o deverá fazer já no próximo mês.

 

A sustentar Wall Street esteve também o resultado das eleições no Reino Unido, que deram a vitória aos conservadores, com David Cameron a renovar as funções de primeiro-ministro britânico.

 

Os títulos ligados às matérias-primas estiveram em destaque pela positiva, animados pelo aumento dos empregos no sector da construção.

 

A Home Depot e a Whirlpool subiram mais de 2% e a Lennar somou quase 3%, liderando os ganhos entre as construtoras de casas. 

 

A Microsoft também ganhou terreno, animando a tendência positiva das tecnologias pelo segundo dia consecutivo.

 

A Visa, por seu lado, disparou 4% após ter sido noticiado de que estará em conversações para comprar a sua antiga subsidiária europeia por 20 mil milhões de dólares.

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