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Wall Street regressa aos ganhos com menores receios de subida dos juros

Lael Brainard, membro do conselho de governadores da Fed, recomendou cautela na retirada de estímulos à economia dos EUA. Ou seja, continua a mostrar-se pouco receptiva a uma nova subida dos juros, para já. Os investidores gostaram do que ouviram.

Bloomberg
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 12 de Setembro de 2016 às 21:30
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O Standard & Poor’s 500 fechou a sessão desta segunda-feira a somar 1,5% para 2.159,02 pontos, depois de na sexta-feira ter registado a descida mais acentuada desde 24 de Junho. Trata-se da maior subida do S&P 500 nos últimos dois meses, com o índice a voltar a estar assim mais perto dos máximos históricos de 2.193,81 pontos atingidos no passado dia 15 de Agosto.

 

O índice industrial Dow Jones, por seu lado, avançou 1,32% para se fixar nos 18.325,07 pontos. Já o tecnológico Nasdaq Composite valorizou 1,68% para 5.211,88 pontos.

 

Depois de uma forte queda na última sessão da semana passada, as bolsas do outro lado do Atlântico fecham hoje no verde, entusiasmadas com as palavras de Lael Brainard (na foto), membro do conselho de governadores da Reserva Federal norte-americana.

 

Na sexta-feira, 9 de Setembro, o presidente da Fed de Boston, Eric Rosengren, disse que o banco central norte-americano estava a esperar demasiado tempo para voltar a subir as taxas directoras, advertindo que isso poderia levar a um sobreaquecimento da economia dos EUA.

 

O mercado assumiu, então, que os juros de referência poderão ser aumentados ainda este ano – depois de em Dezembro de 2015 a Fed ter subido as taxas de juro pela primeira vez em quase uma década – e reagiu em baixa.

 

Numa sessão que foi de fortes perdas para as praças europeias, as atenções estavam hoje viradas para Chicago, onde Lael Bainard, apresentaria as suas perspectivas sobre a política económica e monetária no país. Brainard, recorde-se, tem sido ao longo de todo este ano um dos principais adversários de uma nova subida das taxas de juro.

 

E a membro do conselho de governadores da Fed não desiludiu. Muito pelo contrário. Brainard veio atenuar os receios sobre uma subida rápida dos juros na maior economia mundo ao dizer que, na actual conjuntura, continuam a subsistir vários motivos que recomendam especial cautela na retirada de estímulos à actividade económica, no âmbito da política monetária conduzida pela Reserva Federal.

 

"A assimetria na gestão do risco, que é hoje trivial, aconselha prudência na remoção de políticas acomodatícias", disse a responsável num discurso muito aguardado pelos investidores, já que não haverá mais declarações públicas de membros da Fed até à próxima reunião de política monetária, agendada para 20 e 21 de Setembro.

Depois das palavras de Brainard, o mercado ajustou as suas expectativas sobre a próxima subida de juros da Fed. A probabilidade de um agravamento já na reunião da próxima semana baixou para 15%, face aos 24% registados na sexta-feira. Já à subida de juros em Dezembro é atribuída uma probabilidade de 54,5% (contra 59,2% na sexta-feira).

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