Bolsa Walmart e Amazon dão fôlego a Wall Street

Walmart e Amazon dão fôlego a Wall Street

As bolsas dos EUA encerraram em ligeira alta, animadas sobretudo pelos bons resultados da Walmart e também pelo desempenho positivo da Amazon. A travar maiores ganhos estiveram os receios na frente comercial.
Walmart e Amazon dão fôlego a Wall Street
Reuters
Carla Pedro 19 de fevereiro de 2019 às 21:10

O Dow Jones fechou a somar 0,03% para 25.891,32 pontos e o Standard & Poor’s 500 ganhou 0,15% para 2.779,76 pontos.

 

Por seu lado, o tecnológico Nasdaq Composite avançou 0,19%, para 7.486,77 pontos.

 

As bolsas do outro lado do Atlântico – que regressaram hoje à negociação, depois de ontem terem encerrado devido à comemoração do feriado do "Dia do Presidente" (criado em 1879 para celebrar o aniversário de George Washington) – continuam a evoluir ao sabor da evolução das conversações comerciais entre Washington e Pequim. Apesar das últimas indicações serem de um tom positivo, o certo é que não há ainda qualquer acordo efetivo.

 

Os investidores mostram-se prudentes enquanto aguardam pelos resultados das novas conversações entre altos representantes das duas maiores economias no mundo, agendadas para o final desta semana.

 

Ainda na frente comercial, os investidores estão igualmente expectantes numa altura em que EUA e Europa trocam já ameaças sobre a importação de automóveis europeus por parte de Washington. Bruxelas já deixou claro que irá retaliar se os Estados Unidos decidirem avançar com estas tarifas adicionais.

 

Do lado positivo, destaque para a Walmart, que valorizou mais de 3% à conta dos bons resultados do quarto trimestre e que deu ímpeto ao Dow Jones.

 

A maior cadeia tradicional de retalho do mundo reportou resultados que superaram as estimativas dos analistas, com vendas comparáveis acima do esperado na última época festiva. As receitas ascenderam a 3.690 milhões de dólares, contra 2.180 milhões um ano antes. Já o lucro ajustado por ação foi de 1,41 dólares, contra 1,33 dólares previstos pelo consenso de analistas consultados pela FactSet.

 

O desempenho da Walmart foi sustentado pelo bom momento da economia e pelas compras de e-commerce. As vendas online cresceram 43% no último trimestre. Há mais de quatro anos que a Walmart regista um crescimento contínuo no mercado norte-americano.

 

Também a Amazon sobressaiu do lado altista na sessão desta terça-feira, ajudando ao bom momento do setor tecnológico e contribuindo assim para os ganhos do Nasdaq e do S&P 500.

A empresa de comércio eletrónico liderada por Jeff Bezos avançou mais de 1%, depois de duas sessões em que foi alvo de um movimento de vendas – na sequência de notícias de que a unidade chinesa da gigante norte-americana do e-commerce estaria em conversações visando uma fusão com o site chinês de compras Kaola.

 

Os investidores aguardam agora publicação, amanhã, das atas da última reunião de política monetária da Reserva Federal norte-americana, realizada no final de janeiro.

 

No encontro do mês passado, o banco central dos Estados Unidos decidiu, sem surpresas, manter os juros diretores no atual intervalo entre 2,25% e 2,5%. Mas mudou substancialmente a linguagem do seu discurso. Não só não disse quantas vezes prevê mexer nos juros este ano, como também abriu a porta a que a próxima mexida possa ser para cima ou para baixo. 

 

No entanto, esta terça-feira, a presidente da Fed de Cleveland, Loretta Mester, veio dizer que o banco central poderá ter de subir os juros mais para o final do ano mas que também deverá conseguir levar a bom porto os seus esforços de redução do balanço da Fed (que conta com um vasto portefólio de obrigações).

 

O balanço da Fed "inchou" para mais de 4 biliões de dólares no seguimento da recessão de 2007-09 e a autoridade monetária começou a reduzir em finais de 2017 os títulos de dívida que tinha em mãos.

 

Os comentários de Mester são um exemplo da complexidade dos esforços da Reserva Federal no sentido de estabelecer novas normas de fixação da política monetária numa altura em que as perspetivas económicas dos EUA são cada vez mais incertas, sublinha a Reuters.

 

Loretta Mester, que desde há muito defende taxas de juro mais elevadas, também apoiou a decisão da Fed, no mês passado, de acabar com o "guidance" sobre a próxima direção a seguir – ou seja, deixar de dizer se a mexida seguinte nos juros será um aumento ou corte da taxa diretora.

 

Entretanto, poucas horas depois de Mester falou o presidente da Fed de Nova Iorque, John Williams, que declarou que está confortável com o atual nível dos juros norte-americanos e que não vê qualquer necessidade de os aumentar de novo, a menos que o crescimento económico do país ou a inflação acelerem inesperadamente.




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