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Warren Buffet no melhor e no pior da bolsa

Os principais índices norte-americanos encerraram a revelar uma tendência mista, com o Nasdaq a fechar em terreno positivo e o Dow Jones e o Standard & Poor’s 500 a terminarem no vermelho.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 28 de Abril de 2008 às 21:38
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Os principais índices norte-americanos encerraram a revelar uma tendência mista, com o Nasdaq a fechar em terreno positivo e o Dow Jones e o Standard & Poor’s 500 a terminarem no vermelho.

O Dow Jones [indu] fechou a perder 0,16%, fixando-se nos 12.871,75 pontos. O S&P 500 [spx] cedeu 0,11%, para 1.396,37 pontos.

Em contrapartida, o índice compósito Nasdaq [ccmp] estabeleceu-se nos 2.424,40 pontos, com uma valorização de 0,06%.

As bolsas tinham aberto todas em alta, sustentadas pela oferta de compra da Mars sobre a Wrigley, pela compra de uma participação na Ford por Kirk Kerkorian e pelo aumento dos lucros da Verizon.

No entanto, as declarações de Warren Buffet ensombraram a tendência. O célebre investidor disse em entrevista à CNBC que a recessão nos EUA vai ser mais longa e profunda do que o esperado.

Depois destas declarações, as bolsas inverteram e apesar de não terem caído muito, não conseguiram terminar em terreno positivo, exceptuando o Nasdaq, que é o índice de referência para os valores tecnológicos.

Do lado dos ganhos, a Wrigley, maior fabricante mundial de pastilhas elásticas, foi impulsionada pela oferta da Mars para comprar a empresa por 23 mil milhões de dólares, o que corresponde a 28% mais do que valia a empresa no fecho da semana passada. Esta proposta de compra lançada pela Mars é apoiada por Warren Buffet.

A Wrigley encerrou a subir 23,15%, para 76,91 dólares. Desde 1980 que não registava um ganho tão elevado numa sessão.

A Ford também ganhou terreno depois de o investidor Kirk Kerkorian ter anunciado que comprou uma posição de 4,7% na segunda maior fabricante automóvel dos Estados Unidos.

A Verizon, segunda maior operadora norte-americana de telecomunicações, esteve igualmente em alta, sustentada pelo aumento de 9,8% dos seus lucros no primeiro trimestre.

"Estes anúncios deram algum suporte ao mercado e incentivaram os investidores, que começam a achar que alguns títulos que estão a ser negociados com desconto valem a pena", comentou à Bloomberg um gestor da Pioneer Investment Management, John Carey.

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