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Os cinco melhores dividendos da bolsa portuguesa

A análise ao "dividend yield" histórico é uma boa forma de encontrar os melhores investimentos. Estas são as cinco cotadas com retornos acima de 5% em três anos.

Altri tem o dividendo mais rentável de 2019

Altri tem o dividendo mais rentável de 2019
Em 2011 e 2012 a Altri pagou aos acionistas um dividendo de 2 cêntimos por ação, o que deixava a cotada bem distante das melhores a remunerar os acionistas. O forte crescimento dos lucros alterou o estatuto da Altri, que em 2019 é mesmo a cotada do PSI-20 que apresenta o "dividend yield" mais elevado (9,9%). Já nos últimos dois anos o retorno do dividendo estava na casa dos 5%, sendo que a empresa de pasta e papel aproveitou o facto de os lucros de 2018 terem mais do que duplicado para dar mais um salto no "ranking" das melhores cotadas portuguesas na hora de remunerar os acionistas. Estes vão receber 148 milhões de euros (mais 140% do que em 2018), o que representa um confortável "payout" de 76%.  

140%
Aumento
O aumento de 140% no dividendo permite à Altri apresentar o retorno mais elevado.

Navigator entre as melhores remunerações

Navigator entre as melhores remunerações
A Navigator está habitualmente no topo dos melhores dividendos e este ano não é exceção. A empresa já pagou em 2019 um dividendo de 27,943 cêntimos, o que se situa ligeiramente acima do valor do ano passado e corresponde a um "dividend yield" de 6,8%. No total, a fabricante de papel entregou aos acionistas mais de 200 milhões de euros, o que corresponde a 89% dos resultados líquidos alcançados em 2018. A empresa agora liderada interinamente por João Castello Branco tem no passado distribuído parte das reservas aos acionistas, sendo que este ano consegue estar na lista dos mais rentáveis apenas com a remuneração ordinária. O "dividend yield" médio dos últimos três anos está próximo dos 7%. 

6,7%
Retorno médio
O dividendo pago pela Navigator nos últimos três anos apresenta um retorno médio de 6,7%. 

REN paga dividendo estável mas atrativo

REN paga dividendo estável mas atrativo
Há sete anos que a REN paga sempre o mesmo dividendo aos acionistas e ainda recentemente comprometeu-se a manter a remuneração de pelo menos 17,1 cêntimos por ação nos próximos quatro anos. Apesar da estabilidade, a remuneração da REN continua a ser uma das mais atrativas da bolsa portuguesa, já que o "dividend yield" é sempre superior a 6%. A previsibilidade dos resultados e a baixa volatilidade é outro fator a favor da atratividade do dividendo da companhia e explica porque muitos analistas comparam esta cotada a uma obrigação. Este ano, a companhia liderada por Rodrigo Costa vai entregar 114,1 milhões de euros aos acionistas e o "dividend yield" ascende a 6,8% . 

17,1
Dividendo
A REN tem pago um dividendo de 17,1 cêntimos, que deverá persistir no futuro. 

Novabase persiste entre os melhores dividendos

Novabase persiste entre os melhores dividendos
Pelo terceiro ano seguido, a Novabase apresenta um dos dividendos mais rentáveis da bolsa portuguesa. A tecnológica manteve a remuneração em 15 cêntimos por ação, entregando aos acionistas quase 5 milhões de euros. É a única fora do PSI-20 nesta lista das cotadas portuguesas com os melhores dividendos e, apesar da dimensão reduzida dos lucros, consegue historicamente elevados "cash flow", o que lhe permite não ter dívida e assim distribuir a totalidade dos resultados. Foi também a boa situação financeira que levou a companhia em 2017 a pagar um dividendo especial de 50 cêntimos por ação. Ao dividendo de 15 cêntimos que será pago este ano corresponde uma rendibilidade de 6%.  

6%
"Dividend yield"
Ao dividendo de 15 cêntimos corresponde um retorno de 6%, um dos mais altos da bolsa. 

Dividendo da EDP com retorno médio anual de 6%

Dividendo da EDP com retorno médio anual de 6%
A queda superior a 50% nos lucros não impediu a EDP de manter o valor do dividendo nos 19 cêntimos por ação pelo terceiro ano consecutivo. Na apresentação do plano estratégico até 2022, a elétrica liderada por António Mexia compromete-se a pagar aos acionistas um total de 3 mil milhões de euros em quatro anos, com um dividendo mínimo de 19 cêntimos por ação e um "payout" (percentagem dos lucros entregue aos acionistas) entre 75% e 85%. Ao dividendo que vai distribuir este ano corresponde um retorno de 5,5% e a entrega de 695 milhões de euros, um valor superior aos lucros obtidos e que é de longe o mais elevado do PSI-20. O retorno médio do dividendo pago nos últimos três anos é de 6%. 

19
Dividendo
A EDP compromete-se a pagar um dividendo mínimo de 19 cêntimos por ação até 2022. 
Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 04 de Maio de 2019 às 15:00
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(Nota: Se está na app do Negócios clique aqui para ler a notícia completa)

As cotadas portuguesas mantêm o estatuto de generosas na hora de remunerar os acionistas. Os cálculos do Negócios mostram que as 19 empresas que vão pagar dividendos entregam aos acionistas mais de 2,4 mil milhões de euros, um ligeiro aumento face ao ano passado, apesar dos lucros terem descido 3%. Além disso, os dividendos representam 69% dos lucros obtidos, uma melhoria de dois pontos percentuais no "payout".

 

Para selecionar os melhores dividendos em Portugal, o Negócios escolheu as cotadas que nos últimos três anos apresentaram sempre um dividendo com retornos acima dos 5%. Altri, Navigator, Novabase, REN e EDP são as eleitas. A Sonae Capital também cumpre o critério, mas tem registado prejuízos, o que coloca em causa a sustentabilidade do dividendo. Já a Nos, apesar dos elevados "cash flow", paga mais aos acionistas do que obtém em lucros, além do que em 2017 tinha um "dividend yield" de cerca de 4%. Há outras cotadas, como a Ramada, que têm pago dividendos com taxas atrativas, mas com recurso a dinheiro encaixado através de vendas de ativos. Ou que estão a subir os dividendos (Sonae e Galp), mas ainda apresentam retornos abaixo dos 5% nos últimos anos.

 

Para fazer as suas contas aos dividendos use a calculadora do Negócios.

 

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