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Quem ganha mais com os dividendos da bolsa portuguesa?

Veja a lista dos 20 acionistas de cotadas portuguesas que mais ganham com o pagamento de dividendos.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 16 de Maio de 2020 às 10:00
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As 11 cotadas do PSI-20 que este ano vão pagar dividendos remuneram os seus acionistas com mais de 2 mil milhões de euros. Como escreveu o Negócios esta semana, a maior fatia deste bolo vai para o estrangeiro, que ficam com pelo menos 37% de todos os lucros gerados pelas 18 empresas do índice português.

Com base nas participações qualificadas (acima de 2% do capital) das empresas que pagam dividendos, o Negócios lista em baixo os 20 acionistas que mais ganham com divendos. 

China Three Gorges

China Three Gorges

Encaixe: 149,1 milhões de euros

Cotada: EDP

 

O maior acionista da elétrica portuguesa contiua a ser o que leva para casa o maior cheque. A empresa estatal chinesa já recebeu 149 milhões de euros, fruto da posição de 21,47% que detém no capital da elétrica portuguesa. Com o encaixe deste ano, a CTG eleva a verba que já encaixou em dividendos da EDP para 1,34 mil milhões. Um montante recebido ao longo de nove anos e que representa cerca de 46% do investimento total de 2,9 mil milhões que os chineses efetuaram na EDP (privatização em 2011 e reforço em 2017).

Semapa

Semapa

Encaixe: 138,7 milhões de euros

Cotada: Navigator

 

A posição de quase 70% na Navigator garante à holding um encaixe de quase 140 milhões de euros. A empresa de pasta e papel baixou o dividendo regular, mas no total vai entrega aos acionistas os mesmos 200 milhões de euros do exercício anterior.

Família Amorim

Família Amorim

Encaixe: 132,1 milhões de euros

Cotadas: Galp Energia e Corticeira Amorim

 

A posição na Galp Energia, através da Amorim Energia, garante mais de 100 milhões de euros em dividendos a família Amorim. O restante valor vem da Corticeira Amorim, mas ainda não está garantido na totalidade, pois a líder mundial no setor da cortiça vai esperar por junho para tomar uma decisão final sobre a proposta de pagar um dividendo ordinário de 18,5 cêntimos (o extraordinário de 8,5 cêntimos já foi pago).

Família Soares Santos

Família Soares Santos

Encaixe: 73,1 milhões de euros

Cotadas: Jerónimo Martins

 

A família Soares dos Santos vai este ano receber um cheque mais curto com dividendos da Jerónimo Martins, uma vez que a empresa decidiu reduzir o divendo proposto em 40%, distribuíndo apenas 30% dos lucros de 2019, em vez do payout habitual de 50%.

Familia Azevedo

Familia Azevedo

Encaixe: 67,6 milhões de euros

Cotadas: Sonae e Nos

O aumento do dividendo da Sonae aumenta o encaixe da família Azevedo com a empresa de supermercados (quase 50 milhões de euros), mas a Nos cortou a remuneração e a justiça congelou metade os dividendos a receber pela ZOPT, a holding que em conjunto com Isabel dos Santos controla a empresa de telecomunciações. Se a Sonae já aprovou o dividendo em assembleia geral, a Nos ainda nem convocou a sua reunião de acionistas.

 

Blackrock

Blackrock

Encaixe: 63 milhões de euros

Cotadas: EDP, Galp e Jerónimo Martins

 

Uma das maiores gestoras de ativos do mundo é acionista de referência na EDP (4,5%) e Galp Energia (5%), sendo que já encaixou cerca de 31 milhões de euros com a elétrica e vai receber 29 milhões de euros na petrolífera. A Blackrock também tem uma participação de cerca de 2% na Jerónimo Martins.

EDP

EDP

Encaixe: 57,6 milhões de euros

Cotadas: EDP Renováveis

 

A EDP Renováveis é a cotada do PSI-20 que mais aumentou o dividendo este ano, apesar de ainda entregar aos acionistas uma pequena parcela dos lucros que obtém. Ainda assim a EDP já ganha mais de 50 milhões com os dividendos da sua participada de energias verdes.

Isabel Santos

Isabel Santos

Encaixe: 53,5 milhões de euros

Cotadas: Galp e Nos

 

Isabel dos Santos também reduz o cheque com dividendos na bolsa portuguesa. Com a Galp ganha cerca de 35 milhões de euros através da posição indireta que tem na Amorim Energia. Mas a Nos cortou a remuneração e a justiça congelou metade os dividendos a receber pela ZOPT, a holding que em conjunto com a Sonae controla a empresa de telecomunciações.

Sonangol

Sonangol

Encaixe: 52,3 milhões de euros

Cotada: Galp

 

A petrolífera estatal angolana é acionista de referência em duas cotadas portuguesas, mas só recebe dividendos de uma, pois o BCP decidiu cancelar a remuneração aos acionistas devido à pandemia. A posição na petrolífera portuguesa garante mais de 50 milhões de euros à Sonangol.

Oppidum Capital

Oppidum Capital

Encaixe: 50 milhões de euros

Cotada: EDP

 

Os espanhóis da Oppidum Capital recebem 50 milhões de euros, devido à remuneração dos 7,19% que detêm na elétrica portuguesa, onde são os segundos maiores acionistas.

 

Parpública

Parpública

Encaixe: 43,4 milhões de euros

Cotada: Galp Energia

 

Desafiado pelo Bloco de Esquerda a clarificar que indicações deu o Governo para a votação da distribuição de dividendos pela Galp na assembleia geral da petrolífera, o primeiro-ministro disse estar "muito satisfeito" com a remuneração. A Parpública vai encaixar perto de 45 milhões de euros com a posição de mais de 7% que tem na companhia.

T. Rowe Price Group

T. Rowe Price Group

Encaixe: 29,2 milhões de euros

Cotada: Galp Energia

  

O T. Rowe Price Group é um dos vários fundos norte-americanos com participações qualificadas na Galp Energia. A posição acima de 5% na petrolífera portuguesa garante quase 30 milhões de euros em dividendos.

 

State Grid of China

State Grid of China

Encaixe: 28,5 milhões de euros

Cotada: REN

 

O maior acionista da REN encaixa quase 30 milhões de euros com a posição de 25% no capital da empresa liderada por Rodrigo Costa.

The Capital Group Companie

The Capital Group Companie

Encaixe: 27,5 milhões de euros

Cotadas: Galp e EDP

 

O fundo norte-americano tem reduzido a posição na EDP, mas ainda ganha quase 15 milhões com os dividendos da elétrica. A posição de 2,3% na Galp garante mais 13 milhões de euros.

Norges Bank

Norges Bank

Encaixe: 24 milhões de euros

Cotadas: Sonae, Semapa, Nos, EDP e Altri

 

O banco central da Noruega, que é o maior investidor do mundo, está presente no capital de diversas cotadas portuguesas, tendo participações qualificadas (acima de 2%) em cinco. Os dividendos da Sonae, Semapa, Nos, EDP e Altri garantem 24 milhões ao Norges Bank.

Alliance Bernstein

Alliance Bernstein

Encaixe: 20,4 milhões de euros

Cotadas: EDP

 

A posição de quase 3% no capital da EDP garante a este fundo norte-americano mais de 20 milhões de euros.

State Street Corporation

State Street Corporation

Encaixe: 18 milhões de euros

Cotadas: EDP

 

A State Street Corporation, outro fundo norte-americano, encaixa 18 milhões de euros com os 2,6% que tem na elétrica portuguesa.

Paul Elliott Singer

Paul Elliott Singer

Encaixe: 17 milhões de euros

Cotadas: EDP

 

O fundo abutre que agitou a EDP depois da OPA da China Three Gorges encaixa 17 milhões com dividendos da elétrica.

 

Sonatrach

Sonatrach

Encaixe: 16,5 milhões de euros

Cotadas: EDP

 

O acionista a parceiro da EDP ganha 16,5 milhões de euros com a posição de 2,38% na cotada portuguesa mais valiosa.

Qatar Investment Authority

 Qatar Investment Authority

Encaixe: 15,7 milhões de euros

Cotadas: EDP

 

O fundo do Qatar é acionista da EDP desde 2011 e este ano encaixa mais 15,7 milhões de euros.

Em baixo veja ao detalhe os dividendos das cotadas portuguesas. 

Renováveis com maior aumento

Renováveis com maior aumento

Dividendo por ação: 8 cêntimos
Variação: 14%
Estado: Em pagamento desde 24 de abril
Remuneração total: 70 milhões de euros
Payout: 15%

A EDP Renováveis já aprovou o dividendo em assembleia-geral e foi a primeira a proceder ao pagamento da remuneração aos acionistas, de 8 cêntimos por ação. Cumprindo o que tinha prometido, a empresa liderada por Manso Neto aumentou o dividendo em 14%, sendo a cotada do PSI-20 que mais elevou o valor por ação. Apesar de ser a cotada que mais aumenta o dividendo, a EDP Renováveis apresenta um dos "payouts" mais reduzidos da bolsa portuguesa, uma vez que entrega aos acionistas "apenas" 15% dos lucros.

EDP é a que mais dá aos acionistas

EDP é a que mais dá aos acionistas

Dividendo por ação: 19 cêntimos
Variação: 0%
Estado: Aprovado em AG e em pagamento a partir de 14 de maio
Remuneração total: 695 milhões de euros
Payout: 136%

Já acontece há vários anos e repete-se em 2020. A EDP é a cotada portuguesa que entrega mais dinheiro aos acionistas, sendo também habitualmente a que mais lucros obtém. Em 2019 não foi o que aconteceu, já que a empresa liderada por António Mexia viu os resultados líquidos baixarem para 512 milhões de euros. Ainda assim manteve o dividendo de 19 cêntimos por ação, o que corresponde ao pagamento de 695 milhões de euros aos acionistas, que já deram o seu aval em assembleia-geral (AG). O dividendo será pago a partir de 14 de maio.

Galp Energia cumpre promessa

Galp Energia cumpre promessa

Dividendo por ação: 70 cêntimos (31,625 cêntimos já foram pagos)
Variação: 11%
Estado: Aprovado em AG e em pagamento a 21 de maio
Remuneração total: 580,5 milhões de euros
Payout: 104%

Os acionistas da Galp Energia aprovaram o pagamento de dividendos na assembleia-geral de 24 de abril. A petrolífera manteve o compromisso assumido em 2019 de aumentar o dividendo total em 11%. Parte da remuneração (31,625 cêntimos por ação) já foi antecipada no ano passado, pelo que os acionistas vão receber mais 38,375 cêntimos por cada título detido. No total a companhia liderada por Carlos Gomes da Silva paga 580,5 milhões de euros aos acionistas, o que está em linha com os lucros obtidos em 2019.

Altri reduz mais de 50%

Altri reduz mais de 50%

Dividendo por ação: 30 cêntimos
Variação: -58%
Estado: Aprovado em AG e em pagamento a partir de 15 de maio
Remuneração total: 61,5 milhões de euros
Payout: 61%

A Altri, que já anunciou a proposta de dividendo em plena pandemia, reduziu a remuneração em 58% para 30 cêntimos por ação. Uma descida também em linha com a quebra dos lucros em 2019. A proposta de dividendo já foi aprovada pelos acionistas, que vão receber 61,5 milhões de euros, pouco mais de metade dos lucros. O até aqui co-CEO Paulo Fernandes - José Pina será o novo CEO - disse que o dividendo demonstra "cautela", assumindo que a Altri tem uma situação financeira "muito forte" e teve um ano de 2019 "muitíssimo bom".

Sonae mantém proposta

Sonae mantém proposta

Dividendo por ação: 4,63 cêntimos
Variação: 5%
Estado: Aprovado em AG e em pagamento a partir de 15 de maio
Remuneração total: 92,6 milhões de euros
Payout: 56%

A Sonae decidiu manter a proposta de dividendo, que representa um aumento de 5% face ao ano passado. Cláudia Azevedo, CEO da Sonae, frisou após a audiência com o Presidente da República que o dividendo "é matéria decidida pelos acionistas". Estes deram luz verde na assembleia-geral de 30 de abril, pelo que a "holding" vai pagar 4,63 cêntimos por ação, num total de 92,6 milhões de euros. Após um ano em que os lucros desceram 26%, a dona dos supermercados Continente vai distribuir mais de metade pelos acionistas.

REN estável há vários anos

REN estável há vários anos

Dividendo por ação: 17,1 cêntimos
Variação: 0%
Estado: Proposta aprovada em AG
Remuneração total: 114,1 milhões de euros
Payout: 96%

A REN tem uma proposta de pagamento de um dividendo de 17,1 cêntimos por ação, em linha com a remuneração dos últimos anos. A empresa liderada por Rodrigo Costa manteve a proposta, que já foi aprovada na assembleia-geral de 7 de maio. Tal como nos anos anteriores, a empresa que gere a rede energética em Portugal entrega quase todos os lucros aos acionistas.

Corticeira Amorim decide em junho

Corticeira Amorim decide em junho

Dividendo por ação: 27 cêntimos (8,5 cêntimos já foram pagos)
Variação: 0%
Estado: Proposto para AG
Remuneração total: 35,9 milhões de euros
Payout: 48%

O CEO, António Rios de Amorim, explicou que a Corticeira Amorim adiou a AG para o final de junho pois, nessa altura, "pensamos que já teremos visto o pior da crise do ponto de vista económico" e, assim, "vamos estar munidos de informação" para tomar uma decisão sobre o pagamento de dividendos. A proposta para a AG, que estava agendada para 20 de abril, mas foi cancelada, previa o pagamento de mais 18,5 cêntimos, uma vez que, no ano passado, já tinha feito o pagamento de 8,5 cêntimos por ação, também referente ao exercício de 2019.

Jerónimo Martins reduz proposta

Jerónimo Martins reduz proposta

Dividendo por ação: 20,7 cêntimos
Variação: -41%
Estado: Proposto para AG
Remuneração total: 130,3 milhões de euros
Payout: 30%

O Conselho de Administração da Jerónimo Martins decidiu rever a proposta de distribuição de dividendos devido ao "actual contexto mundial e a elevada incerteza prevalecente" com a pandemia da covid-19. Em vez da proposta de 216,8 milhões de euros anunciada anteriormente, a Jerónimo Martins "decidiu propor na Assembleia Geral, a realizar a 25 de Junho, a distribuição, para já, de dividendos no montante de 130,1 milhões de euros". A Jerónimo Martins vai assim pagar 20,7 cêntimos por ação, em vez dos 34,5 cêntimos propostos anteriormente, o que traduz uma redução de 40% num total de 86 milhões de euros.

Semapa esmaga dividendo

Semapa esmaga dividendo

Dividendo por ação: 12,5 cêntimos
Variação: -76%
Estado: Proposta para a AG de 29 de maio
Remuneração total: 10,2 milhões de euros
Payout: 8%

O grupo Semapa diz estar a monitorizar diariamente o impacto que a doença covid-19 terá na sua atividade e na sua política remuneratória. A proposta de pagamento de dividendo foi anunciada quando a pandemia já se fazia sentir fortemente em Portugal, daí que a Semapa seja a cotada do PSI-20 que aplicou a maior redução: corte de 76% para 12,5 cêntimos. Após um ano em que os lucros desceram 6% para 124 milhões de euros, a "holding" que controla a Navigator vai entregar menos de 10% deste valor aos acionistas.

Nos poupa para o 5G

Nos poupa para o 5G

Dividendo por ação: 27,8 cêntimos
Variação: -21%
Estado: Proposta foi anunciada na apresentação de resultados. AG ainda não foi convocada
Remuneração total: 143,2 milhões
Payout: 100%

A Nos decidiu cortar a remuneração aos acionistas devido aos custos que vai ter com a implementação da rede de 5G. O dividendo baixa 21% para 27,8 cêntimos por ação, com a empresa ainda assim a entregar todos os lucros de 2019 aos acionistas, quando nos exercícios anteriores o "payout" era bem superior a 100%. A operadora de telecomunicações é das poucas do PSI-20 que ainda não convocou a AG deste ano, tudo apontando para que o anunciado aquando da divulgação dos resultados seja proposto na reunião de acionistas.

Sonaecom baixa dividendo em 25%

Sonaecom baixa dividendo em 25%

Dividendo por ação: 8,3 cêntimos
Variação: -25,9%
Estado: Aprovado em AG
Remuneração total: 25,8 milhões de euros
Payout: 50%

Os acionistas da Sonaecom aprovaram na AG de 29 de abril a distribuição de um dividendo ilíquido de 0,083 euros por ação, abaixo dos 0,112 euros do exercício anterior. No total, a Sonaecom irá distribuir pelos acionistas um valor de 25.841.223,07 euros, o que corresponde a 50% dos resultados líquidos obtidos no ano passado.

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