OPV dos CTT Banco Big avalia os CTT em 4,91 euros por acção

Banco Big avalia os CTT em 4,91 euros por acção

Os analistas do Banco Big têm uma opinião “moderadamente favorável” à participação na OPV dos CTT. Contudo, fazem um reparo ao intervalo de preços “excessivamente largo” que retira algum interesse à operação.
Banco Big avalia os CTT em 4,91 euros por acção
Bloomberg
Hugo Paula 25 de novembro de 2013 às 16:02

A oferta pública de venda (OPV) dos CTT é uma oportunidade de comprar acções de uma empresa com “elevada capacidade” para remunerar os accionistas, endividamento reduzido e um perfil de estabilidade e com oportunidades de crescimento. Principal senão é a incerteza relativamente ao preço de venda.

 

A equipa de “research” do banco de investimento do Banco Big avaliou as acções dos CTT em 4,91 euros por acção. Um valor que se encontra dentro do intervalo de preços determinado pelo Estado para a venda da empresa e que vai de 4,10 a 5,52 euros por acção. Por outro lado, fica acima do ponto médio do intervalo que é de 4,81 euros.

 

Os CTT vão entrar para o mercado no próximo dia 5 de Dezembro e deverão passar a integrar o PSI-20 aquando da revisão trimestral da composição do índice. A nova cotada irá ter a maior taxa de retorno accionista, além de um nível de endividamento reduzido. Por outro lado, tem oportunidades de crescimento que podem colmatar a deterioração das receitas do correio tradicional, refere o banco de investimento numa nota de análise divulgada esta segunda-feira, 25 de Novembro.

 

Assim, os analistas dizem que os títulos dos CTT são “atractivos no médio prazo e suportam a nossa visão moderadamente favorável à participação nesta operação”, lê-se na nota de análise. “Não obstante, o intervalo de preços excessivamente largo retira algum interesse a esta operação”, conclui a nota de investimento.

 

O Big refere que o intervalo indicativo para o preço a que serão vendidas as acções pode representar um potencial de valorização de 19% face ao justo-valor que o banco atribui aos títulos. Isto, no caso destas serem colocadas ao valor mais baixo. No outro extremo do intervalo, o potencial de perdas é de 11%. O valor a que serão vendidos os títulos dos CTT será determinado no dia 3 de Dezembro, depois de as ordens de compra se tornarem definitivas.

 

A equipa de analistas do Big refere ainda que os CTT confrontam-se com um problema de quebra das receitas, devido ao menor tráfego de correio normal. Uma evolução que é parcialmente compensada pelo crescimento do correio expresso mas que irá obrigar a empresa a procurar outras fontes de crescimento. A área financeira pode constituir uma oportunidade, dada a confiança do público na empresa.

 

Recentemente, o Reino Unido privatizou a empresa de serviços postais Royal Mail e viu os títulos valorizarem mais de 70% em pouco mais de um mês desde a estreia em bolsa, lembram os analistas. Ainda assim, “importa não olvidar que importantes desafios se colocam no caminho dos CTT, nos próximos anos”, referem os analistas.

 

A empresa terá de procurar responder à diminuição das receitas e de ter flexibilidade para se adaptar ao novo “paradigma postal imposto pela globalização”. Estes, são “factores críticos para o sucesso estratégico da empresa, e por conseguinte, para a sustentável criação de valor”, conclui o banco de investimento.

 
Os CTT em números
A venda dos CTT a preços que correspondem aos valores mínimo, médio e máximo do intervalo de preços determinado pelo Estado vai permitir comprar acções a diferentes múltiplos. Se o Estado optar por colocar as acções a um preço inferior a 5,25 euros, o múltiplo do resultado previsto para 2013 sobre o preço (PER Est. 2013) ficará aquém dos 14,3 verificados para as pares do sector.
 
 
 

 

 

 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de “research” emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de “research” na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.




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