OPV dos CTT Bancos recebem máximo de 4,9 milhões de euros em comissões com OPV dos CTT

Bancos recebem máximo de 4,9 milhões de euros em comissões com OPV dos CTT

Custos da operação serão suportados pelos CTT e pela Parpública. Bancos vão receber menos de 1% do encaixe previsto com a operação.
Bancos recebem máximo de 4,9 milhões de euros em comissões com OPV dos CTT
Cátia Barbosa/Negócios
Nuno Carregueiro 19 de novembro de 2013 às 10:37

A operação de venda de 70% do capital dos CTT vai implicar o pagamento de comissões de até 4,9 milhões de euros aos bancos envolvidos na operação.

 

“No que respeita quer à oferta pública de venda quer à Venda Directa Institucional, o Oferente pagará aos Coordenadores Globais da Oferta e a outras instituições financeiras integrantes do sindicato da OPV e do sindicato da Venda Directa Institucional, uma comissão global máxima de 4,9 milhões de euros”, refere o prospecto da operação, publicado esta terça-feira na CMVM.

 

Este valor representa menos de 1% do valor máximo da oferta, que atinge 579 milhões de euros caso as acções sejam vendidas ao preço máximo de 5,52 euros. Uma comissão que se situa abaixo do habitualmente pago neste tipo de operações, que regra geral é superior a 1%.

 

No prospecto, o Estado assume que o encaixe da operação será de “aproximadamente

497,3 milhões de euros, após a dedução dos honorários, comissões e despesas da oferta”, assumindo que as acções serão vendidas ao ponto médio do intervalo definido pelo Executivo, ou seja, 4,81 euros.

 

Sem ter em conta os custos da operação e o desconto aplicado aos trabalhadores, o encaixe para o Estado oscilará entre 430,5 e 579,6 milhões de euros.

 

Apesar de ser o Estado que vai receber todo o encaixe com a operação, que não representará qualquer receita para os CTT, a empresa vai suportar grande parte dos custos com a operação.

 

“Não serão afectas ao emitente [os CTT] quaisquer receitas da oferta; não obstante o emitente suportará um custo de aproximadamente 4 milhões, acrescidos de IVA, relativo a despesas incorridas no âmbito da Oferta”, refere o prospecto.

 

O Caixa – Banco de Investimento é o intermediário financeiro responsável pela prestação dos serviços de assistência ao Oferente e ao Emitente na Oferta. O banco de investimento da CGD é também o chefe de consórcio do sindicato para a colocação das acções na oferta. Este integra também o Banco Português de Investimento, Banco BPI, Banco Comercial Português, Banco ActivoBank, Banco Santander Totta.  O J.P. Morgan Securities, Banco Espírito Santo de Investimento e Banco Bilbao Vizcaya Argentaria também estão envolvidos na operação.




pub

Marketing Automation certified by E-GOI