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Governo quebra tradição e não dá desconto aos pequenos subscritores na OPV dos CTT

Ao contrário do que é habitual nos processos de privatização, na oferta dos Correios não há dentro do lote para os particulares uma tranche específica para pequenos subscritores, onde tem sido tradição oferecer um desconto. Só os trabalhadores dos CTT vão ter direito a uma redução de 5% no preço final.

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Paulo Moutinho 19 de Novembro de 2013 às 10:19
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O Governo quer colocar 20% das acções da oferta pública de venda (OPV) junto de investidores particulares. Dentro desta “fatia” não existe uma tranche específica para pequenos subscritores onde era habitual oferecer um desconto no valor das acções e que seria igual àquele que é dado aos trabalhadores dos Correios.

 

No prospecto da operação, entregue hoje na CMVM, os CTT revelam que “é destinado para a OPV um lote de 21 milhões de acções”. “É objecto de oferta destinada ao público em geral, um lote de 15,75 milhões de acções, ao qual podem ser acrescidas as acções não colocadas no âmbito do lote reservado aos trabalhadores dos CTT e as acções eventualmente não colocadas na venda directa institucional”.

 

Não é considerada, como em anteriores processos de privatização, uma tranche para pequenos subscritores que habitualmente era mais pequena mas permitia aos investidores adquirirem os títulos com um valor inferior. Em regra, nesta tranche as acções tinham um desconto idêntico ao apresentado para os trabalhadores dos Correios, ficando também estas obrigadas a um período de bloqueio.

 

“Os trabalhadores dos CTT elegíveis beneficiam de um desconto de 5% em relação ao preço que venha a ser fixado na compra das acções que lhe são destinadas”, refere o prospecto. “De acordo com a lei, as acções adquiridas pelos trabalhadores dos CTT nesta OPV, no âmbito do lote que lhes é reservado, ficam indisponíveis por um prazo de 90 dias a contar do respectivo registo em conta de valores mobiliários”, remata.

 

Ou seja, os trabalhadores que comprarem acções da empresa durante a OPV, não as podem vender no prazo de 90 dias. Estas ficam disponíveis para transacção em bolsa a partir de 5 de Março de 2014.

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