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JPMorgan vai “estabilizar” acções dos CTT nos primeiros 30 dias em bolsa

Banco norte-americano foi mandatado para, se necessário, efectuar compras de acções dos CTT, com vista a “estabilizar o preço das acções”.

Bloomberg
Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 19 de Novembro de 2013 às 11:22
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É um procedimento habitual nas operações de entrada de empresas em bolsa e está também previsto que ocorra na estreia em bolsa dos CTT.

 

De acordo com o prospecto da oferta pública de venda da empresa, publicado esta terça-feira na CMVM, a “J. P. Morgan, em seu nome e em representação das demais instituições financeiras que integram o sindicato da venda directa institucional, poderá vir a efectuar compras de acções em mercado regulamentado, com vista a estabilizar o preço das acções a um valor superior àquele que poderia de outro modo resultar do funcionamento do mercado”.

 

Esta “estabilização” do preço das acções é permitida neste tipo de operações de entrada em bolsa e, no caso dos CTT, poderá decorrer durante um prazo máximo de 30 dias desde que as acções vão começar a ser negociadas em bolsa. Ou seja, até ao arranque do próximo ano, a cotação da companhia poderá beneficiar com estas operações que serão realizadas pelo JPMorgan, um dos bancos que integra o sindicato bancário da OPV e da venda directa.

 

As empresas que entram em bolsa realizam este tipo de operações para garantir que há liquidez nos primeiros dias de negociação em bolsa e que não acontecem quedas abruptas nas cotações.

 

“Para viabilizar a realização de tais operações de estabilização, a Parpública irá atribuir, por via do Contrato de Venda Directa Institucional, às instituições financeiras que integram o sindicato da Venda Directa Institucional um direito de opção de venda de acções que venham a ser por estas adquiridas no âmbito de operações de estabilização”, refere o prospecto.

 

O prospecto acrescenta que apesar de estarem previstas este tipo de operações de estabilização, não existem “garantias de que as mesmas venham a ser efectivamente realizadas” e que “uma vez iniciadas, as operações de estabilização poderão ser interrompidas a todo o momento”.

 

O JPMorgan “não pretende divulgar as condições de qualquer operação de estabilização” que venha a realizar, “para além dos termos e condições legalmente exigidos”.

 

Por lei o banco terá que anunciar ao mercado “se a estabilização foi ou não realizada; a data de início da estabilização; a data em que foi realizada a última estabilização; e o intervalo de preços em que se realizou a estabilização, para cada período em que foram efectuadas operações de estabilização”.

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