OPV dos CTT Venda directa dos CTT: Procura dos institucionais já cobre oferta na metade superior do intervalo de preços

Venda directa dos CTT: Procura dos institucionais já cobre oferta na metade superior do intervalo de preços

A procura de acções na oferta pública inicial dos CTT cobre a totalidade das acções disponibilizadas na operação para os investidores institucionais e a preços que se situam na metade superior do intervalo determinado na venda.
Venda directa dos CTT: Procura dos institucionais já cobre oferta na metade superior do intervalo de preços
Hugo Paula 28 de novembro de 2013 às 14:50

O Estado deverá conseguir colocar a totalidade das acções disponibilizadas na fase de venda directa da oferta pública inicial dos CTT, a preços que se encontram na metade superior do intervalo determinado pelo Estado.

 

A notícia é avançada pela Bloomberg, que diz que as ordens de compra a preços superiores a 4,80 euros já cobre a totalidade das acções destinadas aos investidores institucionais. Isto sinaliza que o Estado poderá decidir colocar as acções no mercado a um preço que se situa na metade superior do intervalo que vai de 4,10 a 5,52 euros.

 

O intervalo de preços de venda tem como ponto médio os 4,81 euros e a determinação do preço final cabe ao Governo. A decisão será anunciada através de despacho da ministra de Estado e das Finanças e terá por base o processo de recolha de intenções de compra por parte dos investidores institucionais. Esse valor será revelado a 3 de Dezembro.

 

No prospecto da operação lê-se que o preço final de venda das acções dos CTT depende da procura na fase de “book-building”, ou seja, em função procura na fase de venda directa.

 

A procura de acções também foi elevada entre os investidores particulares. A tranche de 15,75 milhões de acções terá de ser distribuída aos investidores através de rateio, já que a procura correspondeu a 8,19 vezes a oferta.

 

Já entre os funcionários dos Correios de Portugal a adesão à oferta foi menor, apesar do desconto de 5% de que podiam beneficiar sobre o preço final as acções. Da trancha de 5,25 milhões destinada a trabalhadores dos CTT, foram subscritas apenas 1,37 milhões de títulos. A diferença será incluída na tranche destinada aos restantes particulares e distribuída através do método de rateio.

 

O Estado destinou uma tranche de 84 milhões aos investidores institucionais, que puderam exprimir o seu interesse na operação através do método de venda directa apresentando um preço e oferta de compra. Em função destas propostas, os bancos de investimento responsáveis pela operação compõem os livros de ordens permitindo ao Estado decidir o preço final de venda das acções.

 

No final da operação o Estado vai manter 45 milhões de acções dos CTT, que correspondem a 30% do capital dos Correios de Portugal. Os institucionais terão 56% da empresa em carteira e os remanescentes 14% estarão nas mãos de investidores particulares.

 

(Notícia actualizada às 15h14 e às 15h50 com mais contexto)




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