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Analistas apostam na abertura da rede de TV Cabo da PTM; rejeitam venda

Os analistas rejeitam a alienação da rede de TV Cabo da PT Multimédia e apostam antes na abertura da infra-estrutura aos concorrentes, uma decisão que deverá ser conhecida nos próximos três meses, dizem o BPI e o ES Research.

Pedro Carvalho pc@mediafin.pt 17 de Abril de 2003 às 10:15
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Os analistas rejeitam a alienação da rede de TV Cabo da PT Multimédia e apostam antes na abertura da infra-estrutura aos concorrentes, uma decisão que deverá ser conhecida nos próximos três meses, dizem o BPI e o ES Research.

O regulador do sector das telecomunicações, a Anacom (Autoridade Nacional de Comunicações), defendeu na terça-feira, como alternativa a aumentar a pressão reguladora sobre a infra-estrutura da TV por cabo, fazer uma separação dos negócios.

A Portugal Telecom (PT) [PTC] controla a rede de cobre e a rede de TV por cabo, esta última através da PT Multimédia (PTM) [PTM], detida em 54% pela PT.

Numa nota diária, o Espírito Santo Research (ESR) apresenta duas alternativas para o desfecho deste processo: a venda da rede de TV Cabo ou antes, a sua abertura aos concorrentes, «uma processo que deverá ser conhecido nos próximos três meses».

De entre todos os cenários possíveis, «pensamos que o mais provável é a abertura da rede», diz o ESR, relembrando as palavras de Miguel Horta e Costa, que afastou a intenção de alienar este activo, podendo este a vir a ser usado pelas concorrentes da PT para competir com a PT Comunicações a nível da telefonia fixa.

A edição de hoje do «Diário Económico» avançou que a adaptação da rede cabo da PT para a prestação de serviços de voz vai exigir um investimento na ordem dos 50 milhões de euros, citando especialistas do sector.

O BPI não aposta igualmente na venda dizendo que, «o mercado de TV por Cabo foi liberalizado em 1994 e desde então, a PT tem vindo a fazer muitos investimentos, permitindo transformar o activo num negócio rentável».

O Santander já havia avançado ontem que o preço «alto» pago em Dezembro último pela PT para a compra da infra-estrutura de rede fixa, «que ajudou o Governo a resolver o problema do défice», não leva a crer que o Executivo venha a retirar a infra-estrutura da alçada da PT.

A recente nomeação de Zainal Bava para a presidência do grupo, que tem em carteira também os activos da Lusomundo, ajudou à especulação sobre uma reestruturação para breve na PTM, que segundo operadores, poderá passar igualmente pelo «spin off» do negócio de TV por Cabo.

As acções da PTM negociavam em queda de 0,47% para 12,75 euros, depois de ontem terem batido nos 13,30 euros, o valor mais alto desce Junho de 2001. Desde Outubro de 2002, altura da alienação da PTM.com e dos negócios das páginas amarelas, as acções da PTM acumulavam um ganho de 115%.

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