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Analistas prevêem queda de 6% do lucro da Portugal Telecom

Receitas, EBITDA e resultado líquido da Portugal Telecom devem descer no primeiro trimestre de 2011. Aumento do IVA e cenário macroeconómico terão prejudicado resultados da operadora.

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A Portugal Telecom, que apresenta os resultados do primeiro trimestre no dia 26 de Maio, deverá registar um resultado líquido 6% inferior ao verificado no período homólogo. Essa é a opinião média de cinco casas de investimento que lançaram estimativas de resultados para a operadora nacional. Tanto as receitas como o EBITDA deverão igualmente cair.

Entre Janeiro e Março de 2010, a empresa de telecomunicações liderada por Zeinal Bava (na foto) conseguiu um lucro de 100 milhões de euros, sendo que cinco notas de “research” apontam agora para uma média de 93,8 milhões de euros.

O Citigroup é o mais pessimista, salientando uma queda do resultado líquido até aos 65 milhões de euros. Já o Barclays e o Santander revelam-se optimistas, com o primeiro a esperar 118 milhões de euros e o segundo 102 milhões.

Relativamente às receitas, seis casas de investimento consultadas estimam reduções. Em média, a previsão é de 880 milhões de euros de receitas, 3% abaixo dos 907 milhões arrecadados no primeiro trimestre de 2010. As estimativas vão dos 864 milhões de euros indicados pelo Citigroup até a um máximo de 898 milhões, por parte do Santander. Nas receitas, a quebra da TMN é mais forte do que a verificada na linha fixa.

O volume de negócios é, na maioria das notas de “research”, prejudicado pelo aumento do IVA em dois pontos percentuais no início do ano e pelas medidas de austeridade impostas pelo Executivo. O enfraquecimento do mercado nacional ainda não tem a compensação necessária vinda do mercado internacional. Por exemplo, o BBVA espera que a PT só comece a consolidar a Oi no segundo trimestre, “diluindo posteriormente a exposição ao mercado doméstico”.

Da mesma forma, o EBITDA (resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) também será inferior aos 377 milhões de euros marcados nos primeiros três meses de 2010. A média de seis corretoras é de 350 milhões de euros, com uma diferença entre os pólos pouco expressiva: 346 milhões de euros para o Santander e 355 milhões na análise do Société Générale.

A margem de EBITDA deverá descer de 41,6% para 39,9%, de acordo com a opinião média do Morgan Stanley, do Deutsche Bank e do Barclays Capital.
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