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Analistas recomendam aproveitar correcção para entrar na Impresa

Os analistas recomendam aos investidores aproveitarem a correcção da Impresa, que ontem deslizou 3,97% e hoje chegou a cair 6,98%, para entrarem longos no papel. Os números da SIC e as estimativas para o mercado publicitário agradaram também o mercado, qu

Pedro Carvalho pc@mediafin.pt 12 de Março de 2004 às 11:51
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Os analistas recomendam aos investidores aproveitarem a correcção da Impresa, que ontem deslizou 3,97% e hoje chegou a cair 6,98%, para entrarem longos no papel. Os números da SIC e as estimativas para o mercado publicitário agradaram também o mercado, que levava as acções a subirem quase 6%.

A Impresa [IPR] anunciou ontem ter registado prejuízos de 10,2 milhões de euros em 2003, contra as perdas de 28 milhões de euros em 2002. Este valor saiu aquém das estimativas dos analistas que apontavam para prejuízos de dois milhões a oito milhões de euros, mas inclui um ajuste negativo de 3,5 milhões de euros relacionado com impostos diferidos.

As receitas da empresa liderada por Francisco Balsemão aumentaram 6% para 266 milhões de euros, enquanto o EBITDA (resultados antes dos juros, impostos, amortizações/depreciações), antes dos custos incorridos com a reestruturação, ascenderam a 43,7 milhões de euros, em linha com o consenso dos analistas.

«Depois da acção ontem ter caído 4%, esperamos que reaja positivamente aos bons números do negócio da televisão e à melhoria do ‘outlook’ para o mercado publicitário», diz o ES Research, numa nota diária a clientes.

A SIC, principal activo da Impresa, voltou a registar lucros líquidos positivos em 2003, com um valor de 5,3 milhões de euros, que compara com prejuízos de 19,3 milhões de euros apurados em 2002. O mercado publicitário poderá crescer em 2004 mais do que os 5% anteriormente previstos, depois de em Janeiro e Fevereiro de 2004 ter incrementado cerca de 9,7% face ao homólogo.

«As incertezas relacionadas com os ataques terrorista em Madrid poderão levar o mercado para baixo», e caso este cenário aconteça, o ES Research recomenda «tirar vantagem da queda da Impresa», para entrar longo, ou comprar o papel. As acções hoje já estiveram a perder 6,68%.

A casa de investimento tem uma recomendação «neutral» para a Impresa e um preço alvo de 4,1 euros. A Impresa subia 4,65% para 4,05 euros, a aliviar de um máximo de 4,10 euros.

O BPI, no seu «Iberian Daily», defende que o impacto dos resultados na cotação é «neutral», com o «excelente» desempenho da SIC a ser contrariado pelos números da Edimpresa, o negócio de revistas da grupo. A casa de investimento recomenda «manter» o título em carteira, sugerindo um preço alvo de 4,10 euros.

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