Research Analistas: Recompra de dívida da REN baixa custo de financiamento nos próximos anos

Analistas: Recompra de dívida da REN baixa custo de financiamento nos próximos anos

A operação de recompra de obrigações da REN vai permitir à empresa baixar o seu custo de financiamento nos próximos anos, ainda que tenha um impacto negativo no custo da dívida este ano.
Analistas: Recompra de dívida da REN baixa custo de financiamento nos próximos anos
Bruno Simão
Patrícia Abreu 17 de maio de 2016 às 10:41

A operação de recompra de obrigações da REN vai permitir à empresa estender a maturidade da sua dívida, bem como baixar o custo de financiamento nos próximos anos. Ainda assim, deverá aumentar o custo em 2016.


A empresa liderada por Rodrigo Costa adiantou esta segunda-feira, 16 de Maio, que vai avançar com a recompra de duas linhas de obrigações da empresa. Em causa estão títulos com vencimento em 2018 e 2020, cujo montante no mercado ascende, actualmente, a 700 milhões de euros. A cotada nacional acrescentou ainda que a recompra de títulos está limitada a investidores qualificados e que, no máximo, investirá 300 milhões de euros na operação.


"A companhia vai estar a recomprar obrigações com cupões acima de 4% e vai refinanciá-las com novas obrigações que deverão ter cupões inferiores em linha com os actuais juros de mercado em torno de 1% e 2%, ao mesmo tempo que vai estender a média da maturidade", explica o analista do Haitong, Nelson Rei Bernardino.


Também o CaixaBI, que avalia as acções da REN com um preço-alvo de 2,95 euros e uma recomendação de "acumular", realça que "o principal objectivo desta operação é a extensão da maturidade da dívida da REN". O banco de investimento lembra ainda que no primeiro trimestre de 2016 o custo médio da dívida da REN situava-se em 3,7%.


Uma vez que a REN terá que pagar um prémio para recomprar a dívida, "a companhia está a baixar os seus custos de financiamento para os próximos anos apesar de os aumentar em 2016", remata o Haitong. 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.




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