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Analistas: Tempo ameno penaliza venda de electricidade da EDP, mas não as acções

As temperaturas demasiado elevadas para o que é normal entre Novembro e Dezembro penalizaram mais do que era esperado a venda de electricidade da EDP, diz o Haitong. Ainda assim, estes dados não deverão ter impacto nas acções.

Miguel Baltazar/Negócios
Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 28 de Janeiro de 2016 às 11:41
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As temperaturas mais elevadas do que habitual nos três últimos meses do ano conduziram a uma quebra no uso de electricidade da EDP. Esta descida na distribuição de electricidade em Portugal foi "significativamente pior" do que os analistas esperavam. Ainda assim, foi compensada pelo bom desempenho das energias renováveis.

A EDP produziu mais 6% de electricidade em 2015, apoiada pela maior produção a gás e a carvão no Brasil e na Península Ibérica, mas também com a adição de novas centrais eólicas. Já a distribuição de electricidade em Portugal avançou 0,6%, "devido a condições atmosféricas mais amenas do que o habitual", comunicou a eléctrica à CMVM esta quarta-feira, 27 de Janeiro.

Os números relativos à venda de electricidade em Portugal ficaram abaixo das estimativas. O Haitong antecipava um aumento da distribuição de 1,4%, com o analista Jorge Guimarães a realçar que "o impacto do tempo ameno em Novembro e Dezembro foi ligeiramente pior do que esperado".

Apesar do impacto negativo das condições meteorológicas no consumo de energia, o Haitong realça "o bom desempenho da área de energias renováveis e também a geração liberalizada na produção ibérica", que ficou acima das previsões do banco de investimento, diz o banco numa nota de análise.

"De um modo geral, a evolução ficou em linha com as tendências identificadas", diz o BPI. O banco de investimento adianta que "a geração hidroeléctrica comercial mostrou um desempenho negativo em termos homólogos devido a um maior peso da produção térmica uma vez que os níveis de chuva regressaram ao normal este ano".

"A ligeira recuperação na produção térmica em conjunto com preços mais elevados deverá permitir um melhor trimestre em termos de margens na unidade liberalizada ibérica", antecipa o BPI.

Já no Brasil, "a situação da seca melhorou substancialmente nos últimos meses e esperamos um impacto negativo limitado nos resultados do quarto trimestre", conclui o BPI.

Em termos de acções, estes números não deverão ter impacto. "As principais preocupações na EDP dos investidores estão relacionadas com a sua capacidade de geração de ‘cash-flow’ e processo de desalavancagem e não tanto com os volumes de energia", explica o Haitong.

Os títulos seguem praticamente inalterados. Deslizam 0,13% para 3,193 euros.

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