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Analistas vêem vantagens na emissão em dólares da EDP mas alertam para custo

O custo pago pela eléctrica na venda de dívida na terça-feira ficou acima do que se pratica no mercado secundário de dívida pública portuguesa. A operação tem um “impacto neutral a negativo” para a EDP, na perspectiva da casa de investimento do BPI.

Mexia
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 08 de Janeiro de 2014 às 10:26
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A EDP conseguiu emitir dívida em dólares mas, embora tenha reduzido os custos em relação à última operação do género, a eléctrica apresentou um desempenho “significativamente” pior que a dívida portuguesa.

 

A eléctrica dirigida por António Mexia (na foto) apresentou um “desempenho significativamente aquém do comportamento da dívida nacional nas últimas semanas no mercado secundário”, indicam os analistas Bruno Silva, Flora Trindade e Gonzalo Sánchez-Bordona, na nota de comentário diário publicada esta quarta-feira, 8 de Janeiro.

 

A EDP emitiu na terça-feira, através da subsidiária EDP Finance BV, valores mobiliários representativos de dívida no montante total de 750 milhões de dólares (550 milhões de euros), segundo comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

 

Os títulos chegam à maturidade em Janeiro de 2021 e pagam um cupão de 5,25%, o que pressupõe um diferencial (“spread”) de 300 pontos base (3 pontos percentuais) face às obrigações do Tesouro norte-americanas equivalentes. O diferencial, apesar de elevado em relação ao apresentado pela dívida portuguesa, é mais reduzido do que os 311 pontos base registados na emissão de Novembro.

 

“O facto é que o custo da operação está acima do custo total da dívida da EDP”, acrescentam os especialistas, referindo que a taxa de juro, no final dos primeiros nove meses de 2013 (o último dado oficial), era de 4,3%. É nesse sentido que a operação tem um impacto "neutral a negativo", na perspectiva da unidade de investimento do BPI.

 

Apesar disso, o BPI Equity Research admite que “são óbvias” as vantagens da empresa em emitir dívida denominada em dólares norte-americanos “de forma a alargar as alternativas de financiamento”.

 

“Esta emissão destina-se a financiar as necessidades decorrentes da actividade normal da EDP”, indicou a empresa no comunicado.

 

Na bolsa, as acções da eléctrica estão a subir 1,17% para negociarem nos 2,772 euros. A casa de investimento do BPI tem uma recomendação de “comprar” para a EDP com um preço-alvo de 3 euros.

 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de “research” emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de “research” na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.

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