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As 22 acções europeias que o Goldman recomenda comprar depois da queda das bolsas

O Goldman Sachs identificou as 22 empresas que representam uma oportunidade de compra depois das fortes quedas recentes. Saiba quais são.

Vinci – Potencial de 32%

Vinci – Potencial de 32%
O Goldman Sachs destaca o elevado potencial das acções da Vinci, que ascende a 32% tendo em conta o preço-alvo de 103 euros que atribui à companhia francesa que em Portugal controla a gestora de aeroportos ANA. O banco assinala que a queda de 12% na cotação dos títulos abre uma oportunidade para ganhar exposição de “elevada qualidade” a uma cotada que transacciona com uma rendibilidade do “free cash-flow” (FCF) de 8%. Um retorno “muito atractivo” para uma empresa que obtém 80% do seu FCF através de actividades em monopólio e ligadas à evolução da inflação.

Deutsche Post – Ponto de entrada “atractivo”

Deutsche Post – Ponto de entrada “atractivo”
A queda de 13% das acções ao longo do último mês deixou as acções da empresa dos correios alemães com um ponto de entrada “atractivo”. O Goldman Sachs antecipa que o Deutsche Post obtenha um crescimento de 11% no lucro por acção entre 2018 e 2021 e salienta que foram exageradas as preocupações dos investidores quanto aos efeitos das exigências dos sindicatos. A expectativa de subida de juros terá um efeito positivo na cotada, dado o elevado valor do défice do fundo de pensões, que representa actualmente 11% da capitalização bolsista.

Elis – Sinergias positivas

Elis – Sinergias positivas
As acções da Elis (prestadora de serviços francesa da área dos artigos de limpeza, higiene e bem-estar) quase duplicaram o desempenho negativo do mercado no último mês, um desempenho que os analistas do Goldman Sachs consideram não ter justificação. A queda das acções ficou a dever-se ao facto de os resultados do quarto trimestre terem ficado abaixo do esperado, mas o banco de investimento considera que os investidores deveriam focar atenções na revisão em alta das sinergias com a integração da Berendsen. A perspectiva de subida de juros também penaliza a acção, dado a elevada alavancagem da cotada francesa, mas o Goldman Sachs destaca que a recente emissão obrigacionista de mil milhões de euros reduz o risco do agravamento das taxas de juro até 2022.

Bawag – Retornos acima do sector

Bawag – Retornos acima do sector
O BAWAG PSK registou um desempenho negativo em linha com o sector financeiro, estando já a negociar 8% abaixo do preço do IPO realizado em Outubro (48 euros). O Goldman Sachs salienta que este banco austríaco apresenta, contudo, retornos acima do sector e uma posição de capital mais forte, tendo também mostrado progressos na reestruturação das unidades na Alemanha e Áustria. O ROTE (retorno do capital) estimado para 2018 e 2019 é de 13% e o CET1 é superior a 14%. O potencial das acções é de 19%.

BNP Paribas – Dividendos atractivos

BNP Paribas – Dividendos atractivos
Após a queda recente das acções, o BNP Paribas ficou com um potencial de valorização de 30% tendo em conta o preço-alvo do Goldman Sachs. O banco de investimento acredita que os investidores vão alterar o sentimento sobre a instituição francesa, passando do receio sobre os níveis de capital para a atractividade do dividendo. O Goldman salienta que os resultados e a disciplina do balanço nos últimos três anos elevaram a geração de capital, dando credibilidade à política de dividendos do banco. O preço-alvo de 82 euros representa um potencial de 30%.

NN Group – Bem posicionada para surpreender o mercado

NN Group – Bem posicionada para surpreender o mercado
O Goldman Sachs atribuiu potencial de valorização de 22% às acções da NN Group, uma das maiores seguradoras da Holanda que também está presente na área da gestão de activos. O banco de investimento assinala que os investidores estão preocupados com o impacto da aquisição do Delta-Lloyd, mas considera que a NN Group está bem posicionada para surpreender o mercado com uma política de pagamento de dividendos mais forte do que o estimado, dado que tem uma “flexibilidade financeira e geração de capital superior aos pares”.

Entra - Perfil de baixo risco e boas perspectivas de crescimento

Entra - Perfil de baixo risco e boas perspectivas de crescimento
Após a queda durante o recente período negativo nos mercados, a cotada do sector imobiliário norueguesa Entra ficou com um potencial de valorização de 25% face ao preço-alvo do Goldman Sachs. “Dado o perfil de baixo risco e boas perspectivas de crescimento, vemos o desempenho recente como uma oportunidade de compra”, refere o Goldman Sachs, salientado que as rendas do mercado de escritórios em Oslo deverão continuar a subir.

ABI – Brasil inverte este ano

ABI – Brasil inverte este ano
A Anheuser-Busch InBev (ABI) caiu 16% nos últimos 3 meses, devido à preocupação dos investidores com a alavancagem da fabricante de bebidas e o desempenho na América Latina e América do Norte. Contudo, o Goldman Sachs estima que o mercado do Brasil vai inverter este ano e as perspectivas para os Estados Unidos também são favoráveis.

Brunello Cucinelli – Boas perspectivas de crescimento

Brunello Cucinelli – Boas perspectivas de crescimento
A fabricante de vestuário de luxo italiana é uma das companhias do sector com taxas de crescimento mais elevadas, com o Goldman Sachs a estimar um aumento anual das vendas de 10% no médio prazo. As acções caem 10% em três meses, apesar de os analistas terem revisto a estimativa de resultados neste período e de a empresa ter apresentado o crescimento nas receitas mais forte em dois anos.

Tesco – Retalho britânico melhora

Tesco –  Retalho britânico melhora
O Goldman Sachs está optimista para o sector do retalho britânico, citando os “claros sinais de melhoria nos fundamentais” e regresso da “racionalidade nos preços”. A preferência pela Tesco deve-se à expectativa que apresente melhorias nas margens acima das rivais britânicas.

CNHI – Oportunidade para comprar

CNHI – Oportunidade para comprar
O Goldman Sachs destaca que o recente “sell-off” na CNHI Industrials deixou a fabricante italiano de equipamentos para o sector da construção, pescas e agricultura com uma das oportunidades de compra mais interessantes no sector industrial. O preço-alvo de 14,30 euros incorpora um potencial de subida de 30%.

ABB – Forte potencial de valorização

ABB – Forte potencial de valorização
A ABB caiu 15% face aos máximos e acentuou a tendência negativa quando apresentou resultados, que o Goldman Sachs até classificou de “robustos”. Este desempenho torna a cotada suíça numas das que apresenta o maior potencial as destacadas neste relatório (41%, tendo em conta o preço-alvo de 32 euros).

Philips Lighting – Cotação está a descontar taxas de crescimento negativas

Philips Lighting – Cotação está a descontar taxas de crescimento negativas
A fabricante de produtos de iluminação holandesa apresentou resultados “sólidos” referentes ao quarto trimestre, segundo o Goldman Sachs, que recomenda aumentar a exposição à cotada nesta altura de forte volatilidade no mercado. O preço-alvo para a Philips Lighting é de 41 euros, o que representa um potencial de subida de 36%. O banco assinala que a actual cotação reflecte perspectivas de taxas de crescimento negativas.

Shell – 2018 vai ser ano forte

Shell – 2018 vai ser ano forte
Os resultados do quarto trimestre foram “fracos”, mas o Goldman Sachs estima que o ano de 2018 vai ser forte para a Shell, com o contributo dos activos do Brasil e gás natural para o “free cash-flow” a permitir uma rendibilidade (entre dividendo e recompra de acções) acima de 8%. O preço-alvo de 34 euros incorpora um potencial de valorização 33%.

Glencore – 30% de desconto face ao sector

Glencore – 30% de desconto face ao sector
A queda das acções da produtora de diversas matérias-primas está a transaccionar com um desconto de 30% face ao sector, o que de acordo com o Goldman Sachs representa uma boa oportunidade de compra aquela que considera ser uma das mineiras mais atractivas da Europa.

E.ON – A melhor opção nas “utilities” europeias

E.ON – A melhor opção nas “utilities” europeias
Depois da queda das acções (12% num mês e 23% em três meses) o Goldman Sachs considera que a E.ON é a uma das “oportunidades mais atractivas” entre as “utilities” europeias. A cotada alemã combina crescimento estrutural com exposição aos “temas certos”, como as renováveis, refere o banco, que avalia a E.ON em 11,40 euros (potencial de valorização de 43%).

Novo Nordisk – Bom momento para comprar

Novo Nordisk – Bom momento para comprar
A farmacêutica dinamarquesa registou o pior desempenho bolsista do sector desde o início da queda das bolsas, levando o Goldman Sachs a considerar que os investidores devem aproveitar o actual momento de fraqueza da Novo Nordisk para entrar na acção. O preço-alvo de 435 coroas dinamarquesas representa um potencial de subida de 45%.

Philips – Transformação vai acelerar crescimento

Philips – Transformação vai acelerar crescimento
O Goldman Sachs continua a acreditar que a transformação da Philips de um conglomerado industrial numa companhia de produtos de consumo e cuidados de saúde vai contribuir para aumentar o crescimento e a rentabilidade. O banco vê margem para uma melhoria substancial nas margens e atribui à acção um potencial de valorização de 32% (preço-alvo de 39 euros).

Wirecard – Queda das acções injustificada

Wirecard – Queda das acções injustificada
A prestadora de serviços financeiros e tecnológicos alemã caiu 17% desde os máximos de Janeiro, uma queda que o Goldman Sachs considera injustificada, tendo em conta que as perspectivas apontam para um crescimento médio anual acima de 20% nas receitas e nos lucros por acção da Wirecard. O preço-alvo de 135 euros representa um potencial de subida de 51%.

ASML - Crescimento estrutural de “elevada qualidade”

ASML - Crescimento estrutural de “elevada qualidade”
A queda de 10% das acções deixou a cotação da ASML num “raro” ponto de entrada numa cotada que apresenta um crescimento estrutural de “elevada qualidade”. O Goldman Sachs avalia as acções da fabricante de “chips” em 215 euros, o que representa um potencial de valorização de 46%.

RELX – Potencial de 31%

RELX – Potencial de 31%
O Goldman Sachs recomenda aos investidores que aproveitam a queda das acções da RELX (-13% face aos máximos de Janeiro) para aumentar a exposição à editora britânica, pois é das companhias mais bem posicionadas para lidar com a pressão nos preços dos jornais, devido ao conteúdo premium que oferece. O potencial de subida face ao preço-alvo é de 31%.

Drillisch - Uma das narrativas mais diferenciadoras nas telecomunicações

Drillisch - Uma das narrativas mais diferenciadoras nas telecomunicações
A Drillisch oferece uma das narrativas mais diferenciadoras no sector das telecomunicações europeu, pelo que o Goldman Sachs vê a recente queda em bolsa como uma oportunidade para comprar acções de uma cotada que apresenta um “elevado crescimento e retorno”. As acções da fornecedora alemã de serviços de telecomunicações são avaliadas em 75 euros, pelo que o potencial é de 20%.
Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 14 de Fevereiro de 2018 às 14:39
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A queda acentuada das bolsas na semana passada deixou as acções europeias a transaccionar com um PER (rácio que mede a relação entre cotação e lucros por acção) de 14,1 vezes, o que se situa em linha com a média histórica dos últimos 20 anos.

Além disso, o "sell-off" foi global e abriu "alguns pontos de entrada claros em empresas de elevada qualidade", refere o Goldman Sachs num "research" publicado no início da semana.

Feito este retrato, o banco pediu à sua equipa de analistas que identificasse as melhores oportunidades de compra nas bolsas europeias, num termo que em inglês é conhecido por "buy the dip".

O resultado foi um lote de 22 cotadas europeias, de diversos sectores, que no último mês desvalorizaram em média 10% e apresentam agora um potencial de valorização em redor de 30%.

Veja quais são na galeria em cima, com um resumo do que diz o Goldman Sachs acerca de todas elas.


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