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Banif Investimento mantém recomendação de «manter» para EDP

O Banif reiterou a recomendação de «manter» para a EDP, sugerindo um preço-alvo de 2,45 euros. Para o banco de investimento, a eléctrica nacional deverá insistir na tomada de controlo da brasileira Escelsa.

Pedro Carvalho pc@mediafin.pt 19 de Agosto de 2002 às 10:07
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O Banif reiterou a recomendação de «manter» para a Electricidade de Portugal (EDP), sugerindo um preço-alvo de 2,45 euros. Para o banco de investimento, a eléctrica nacional deverá insistir na tomada de controlo da subsidiária brasileira Escelsa.

A Escelsa, subsidiária da EDP no Estado do Espírito Santo no Brasil, anunciou uma perda líquida no semestre de 174,4 milhões de reais (56,02 milhões de euros), que compara com os 92,2 milhões de reais (29,61 milhões de euros) negativos registados no primeiro semestre de 2001.

Este «mau» resultado prende-se, segundo o Banif com o impacto da desvalorização do real nos resultados financeiros da empresa, tanto em termos de aumento dos custos financeiros como de perdas cambiais.

Em termos de vendas, a Escelsa conseguiu obter um crescimento no semestre de 2,3%, graças ao aumento de 7% no número de clientes, e ao crescimento homólogo de 22,7% nas tarifas médias no período.

Os resultados financeiros registaram um agravamento de 123 milhões de reais (39,5 milhões de euros), afectados pela desvalorização d real de 22%, o que implicou não só um aumento dos custos com a dívida denominada em moeda estrangeira, mas também levou a um custo cambial adicional.

Para o banco de investimento, apesar da EDP deter a maioria do capital da empresa, a eléctrica nacional não detém o controlo, ou seja, «a EDP tem vindo a ser prejudicada pelos maus resultados da empresa sem nada poder fazer para alterar a situação».

No entanto, no âmbito da restruturação das suas participadas brasileiras, mais especificamente no seguimento da sua política de obter o controlo de todas as suas participadas, esta situação deverá ser alterada, diz o estudo do Banif, datado de 16 de Agosto.

As acções da EDP seguiam com uma valorização de 1,19% para os 1,70 euros. o Preço-alvo de 2,45 euros, tem implícito um potencial de subida de 46% face à cotação de fecho de sexta-feira.

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