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Bank of America: EDP é a preferida entre as “utilities” ibéricas

O banco de investimento sublinha que, depois da reforma da energia em Espanha, o défice tarifário deverá ser afastado, a menos que se mantenham algumas incertezas.

Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 02 de Setembro de 2013 às 16:14
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O Bank of America/Merrill Lynch (BofA) emitiu uma nota de investimento para as “utilities” da Península Ibérica, reiterando a sua preferência pela portuguesa EDP. A “eléctrica continua a ser uma história sólida”, consideram os analistas que suportam esta análise no processo de desalavancagem da empresa e no crescimento operacional impulsionado pela divisão eólica, pelo Brasil e pelos novos projectos hidráulicos em Portugal.

 

Os mesmos especialistas mencionam ainda a exposição limitada a uma fraca procura e aos preços da energia e uma “avaliação atractiva” para justificar a solidez da cotada liderada por António Mexia.

 

O BofA recomenda “comprar” as acções da empresa, tendo revisto em alta a avaliação dos títulos para 3,05 euros face aos anteriores 2,80 euros.

 

“A acção portuguesa continua a ser a nossa preferida no espaço ibérico”, explicam os especialistas que realçam que “apesar de considerar o impacto das medidas da reforma em Espanha”, a EDP ainda negoceia com rácios abaixo do sector.

 

“O seu crescimento operacional de médio prazo parece resiliente, com base nos novos activos hidráulicos em Portugal, na divisão eólica fora da Península Ibérica e no Brasil”, frisa o banco.

 

O BofA adianta que, depois da divulgação das medidas relacionadas com a reforma da energia em Espanha, a maioria das questões em torno do sector ibérico das “utilities” são já conhecidas. “O défice tarifário estrutural deverá ser afastado depois da reforma, a menos que venham a emergir algumas incertezas em relação à contribuição do Tesouro e ao comportamento da procura”, diz o banco.

 

E ainda que o mercado tenha já descontado e compreendido os principais aspectos da reforma energética, “as histórias das acções continuam a ser ‘desviadas’ por fundamentais desafiadores”, considera o banco. Isto porque a procura por electricidade continua a descer e as moedas da América Latina têm vindo a depreciar, entre outros aspectos.

 

“As perspectivas soberanas-políticas continuam incertas em Espanha e Itália, o que pode criar volatilidade, forçando as ‘utilities’ a focarem-se nos seus balanços para assegurarem os ‘ratings’ da dívida”, conclui o banco.

 

As acções da EDP somam 0,82% para 2,696 euros. Face à nova avaliação, as acções da eléctrica apresentam um potencial de subida de 13,1%.

 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de “research” emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de “research” na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.  

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