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Barclays revê em alta preço-alvo da Jerónimo Martins para 9,50 euros

O banco britânico prevê lucros de 66 milhões para a Jerónimo Martins no primeiro trimestre, o mesmo valor registado em igual período do ano passado. Apesar de elevar em mais de 2,00 euros o preço-alvo, a nova avaliação confere às acções um potencial de queda.

Miguel Baltazar
André Cabrita-Mendes andremendes@negocios.pt 09 de Abril de 2015 às 14:25
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O Barclays reviu em alta o preço-alvo da Jerónimo Martins em mais de dois euros. A retalhista viu o seu preço-alvo aumentar de 7,40 euros para 9,50 euros, o que ainda assim representa um potencial de desvalorização de 22,25% face à cotação actual de 12,22 euros.

 

Já a recomendação para as acções da Jerónimo Martins manteve-se em "underweight", segundo uma nota de análise intitulada "sinais encorajadores" publicada esta quinta-feira, 9 de Abril.

 

Antecipando os resultados do primeiro trimestre, a Jerónimo Martins deverá ter registado lucros de 66 milhões de euros neste período, prevê o Barclays. Este valor está em linha com o registado em igual período do ano passado.

 

As vendas líquidas deverão chegar aos 3.163 milhões de euros, acima dos 2.912 milhões de 2014. Portugal é responsável por 944 milhões, enquanto 2.147 milhões cabem à Polónia.

 

O resultado bruto da retalhista liderada por Pedro Soares dos Santos deverá ascender aos 675 milhões, ultrapassando os 623 milhões registados em 2014.

 

A Jerónimo Martins deverá registar assim um crescimento de 0,6% do EBITDA para 159 milhões de euros (158 milhões homólogos), com a margem a fixar-se nos 5,03%.

 

O EBITDA em Portugal deverá alcançar os 48 milhões de euros, igual a 2014, enquanto o EBITDA da operação polaca deverá alcançar os 130 milhões, mais quatro milhões face ao ano passado.

 

"Apesar da deflação alimentar na Polónia continuar a acelerar (...) acreditamos que as iniciativas comerciais da Jerónimo Martins continuam a ganhar adeptos entre os seus clientes", argumenta o Barclays na análise.

 

Analisando Portugal, os analistas acreditam que existem "sinais de estabilização". As vendas "life-for-like" (LFL)  - comparando o mesmo número de lojas de período homólogo sem contar com aberturas e encerramentos - "foram positivas tanto no Pingo Doce como no Recheio graças a uma deflação alimentar menos severa" e a uma "continuação da actividade promocional agressiva". 

 

Já na Polónia, os preços deverão cair 4% no primeiro trimestre devido à forte concorrência. Todavia, as vendas LFL da Biedronka terão crescido 0,8%.

 

A perspectiva para a Polónia é, todavia, positiva, estima o Barclays. "Apesar de esperarmos que a deflação abrande apenas gradualmente na Polónia, estamos mais optimistas sobre a evolução da margem da Biedronka por acreditamos que as iniciativas comerciais implementadas nas lojas vão continuar a ter um impacto positivo significativo em volumes de vendas".

 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.

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