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Barclays revê em baixa recomendação da Jerónimo Martins

O banco de investimento considera que a retalhista continua uma empresa “bem gerida” mas que a sua cotação “já mais que reflecte a sua avaliação”.

Alexandre Soares dos Santos é o 8º mais poderoso da economia
Negócios 05 de Fevereiro de 2013 às 13:18
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Numa nota de “research”, os analistas do Barclays revelam que reviram em baixa a recomendação da Jerónimo Martins de “equal weight” para “underweight”. Já o preço-alvo foi aumentado de 12,50 para 13,50 euros, mas continua, ainda assim, abaixo da cotação actual.

 

Segundo a mesma fonte, a Jerónimo Martins continua a ser um "empresa bem gerida, mas pensamos que a sua cotação já mais que reflecte a sua avaliação". O Grupo negoceia perto de máximos de sempre – um prémio de 89% face ao sector europeu e com um desconto de 7% relativamente a um conjunto de retalhistas de alimentação.

 

“Acreditamos que a Jerónimo Martins deverá negociar a um maior desconto face a essas retalhistas tendo em conta os vários riscos a afectar os resultados neste momento”, acrescenta o “research”.

 

Perante a questão “Poderá a Jerónimo Martins repetir o seu sucesso da Polónia na Colômbia”, os analistas explicam que “embora a Colômbia represente um sensível novo mercado, no nosso ponto de vista, a história sugere que poucos novos negócios do retalho de alimentação tiveram, em última análise, sucesso”.

 

A nota acrescenta que “começar um novo formato num novo país é uma actividade, invariavelmente, cara e estamos cautelosos com a reacção dos concorrentes”. Os analistas estimam que a Jerónimo Martins demore sete anos a atingir o “break even” na Colômbia.

 

Quanto à Polónia, continuam os especialistas, a economia “tem provado ser menos resistente do que outros mercados emergentes (Turquia, Brasil, etc) e a Biedronka não está imune a esta deterioração do ambiente”. 

 

Por cá, diz a nota, “Portugal vai permanecer um mercado duro”. A Jerónimo Martins, acrescenta a mesma fonte, gera 30% do EBITDA no mercado doméstico e “esperamos que Portugal permaneça um entrave aos resultados actuais”.

 

As acções da Jerónimo Martins caem 1,43% para os 15,82 euros.

 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de “research” emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de “research” na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.

 

 

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