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BCP dispara mais de 10% com rumores de contra OPA (act)

As acções do BCP disparavam mais de 10% com rumores de que o BPI está a preparar uma contra OPA sobre o maior banco privado nacional e de que o banco liderado por Paulo Teixeira Pinto também pode ser alvo de uma oferta de um banco estrangeiro. Segundo ope

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As acções do BCP disparavam mais de 10% com rumores de que o BPI está a preparar uma contra OPA sobre o maior banco privado nacional e de que o banco liderado por Paulo Teixeira Pinto também pode ser alvo de uma oferta de um banco estrangeiro. Segundo operadores contactados pelos Jornal de Negócios online, o mercado acredita que a operação estará a ser preparada em conjunto com os dois maiores accionistas de referência do BPI, La Caixa e Itaú.

As acções do Banco Comercial Português (BCP) seguiam a valorizar 9,45% para 2,78 euros depois de terem chegado a subir 10,24% para 2,80 euros, atingindo o valor mais alto desde Julho de 2002.

A esta cotação de 2,80 euros, o mercado está a avaliar o BCP em 10 mil milhões de euros, a capitalização bolsista mais elevada de sempre. Desde o início do ano as acções do BCP somam já uma valorização de 19,31%.

Fonte da CMVM explicou ao Jornal de Negócios Online que, apesar da dimensão da subida, as acções do BCP não foram suspensas, pois as informações divulgadas pela imprensa são sustentadas em especulações, sem especificação de fontes.

Hoje o BPI segue em queda na bolsa, negociando já abaixo do preço da OPA do BCP (5,70 euros), somada do dividendo (0,12 euros). As acções do banco liderado por Fernando Ulrich, que ainda não reagiu à OPA do BCP, seguiam a desvalorizar 1,37% para 5,78 euros. O mercado está a avaliar o BPI em 4,385 mil milhões de euros, o que compara com os 4,33 mil milhões de euros oferecidos pelo BCP.

O BPI controla mais de 6% do BCP e o banco liderado por Paulo Teixeira Pinto controla mais de 3% do BPI, sobretudo através do seu fundo de pensões.

«O que corre no mercado é que o BPI estaria a preparar uma OPA ao BCP e que o Itaú e o La Caixa já teriam aprovado a realização de um aumento de capital para financiar a operação», explicou um operador que não quis ser identificado ao Jornal de Negócios Online.

O La Caixa e o Itaú são os dois maiores accionistas de referência do Banco BPI detendo, em conjunto, mais de 32% do capital da instituição liderada por Fernando Ulrich.

«Existe a possibilidade forte de poder haver uma contra-OPA. A valorização do BCP não é normal, nomeadamente quando subiu mais de 4% depois de ter anunciado que poderia ter que fazer um aumento de capital para financiar a OPA sobre o Banco BPI. A subida das acções do BCP indicia que além de comprador o banco presidido por Paulo Teixeira Pinto pode também vir a ser alvo do BPI ou de um qualquer banco estrangeiro», disse Luís Duarte, operador do CaixaBI.

O «Diário Económico» avança na edição de hoje, sem citar fontes, que a possibilidade de uma contra-OPA ao BCP é uma das alternativas em cima da mesa para a administração do BPI.

O BCP está a beneficiar «de especulações de OPA do BPI», afirmou Paulo Rosa, operador da LJ Carregosa, que acrescentou que «pelos vistos o LA Caixa e o Itaú terão dado carta verde para um aumento de capital no BPI para este lançar uma OPA ao BCP».

«O mercado está a viver e a vibrar em torno de histórias de OPA e contra-OPA», afirmou Pedro Bastos, operador da Título, adiantando que corre no mercado também a especulação de que a potencial aquisição do BCP não passa só pelo BPI. Haverá «bancos estrangeiros» interessados em «lançar uma OPA sobre o BPI» e o nomes apontados são o Deutsche Bank e o BBVA.

Em relação ao Deutsche Bank, Pedro Bastos, considera não «parecer viável», no caso do BBVA, já se falou anteriormente neste cenário.

«A forte subida do BCP decorre de rumores de poder haver uma contra-OPA de accionistas do BPI ou de um terceiro banco estrangeiro poder lançar uma OPA sobre o BCP. Acho que é improvável haver uma contra-OPA vinda do BPI, mas nunca se sabe», disse Marcos Heitor, analista do Santander, à agência Reuters.

«Com a movimentação do BCP sobre o BPI, o sector bancário em Portugal deixou de ser tabu e o BCP pode também ser considerado como um alvo de uma» aquisição, disse outro analista à mesma agência.

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